Três granjas entram em vazio sanitário após Newcastle eliminar mais de 47 mil aves em SC

A resposta à emergência sanitária provocada pela Doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina entrou na fase final. Após a confirmação de três focos em granjas comerciais, mais de 47 mil aves foram eliminadas, e as equipes da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) concluíram as vistorias em mais de 2,7 mil propriedades mapeadas na região.
Os três estabelecimentos afetados, localizados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, já passaram pelos procedimentos de despovoamento, limpeza e desinfecção. Agora, todos estão em período de vazio sanitário, etapa que integra o protocolo de controle da doença e antecede a retomada das atividades, conforme as exigências sanitárias.
Segundo a Cidasc, as inspeções nas propriedades da área de vigilância foram concluídas integralmente. O mesmo ocorreu nos 202 estabelecimentos avícolas comerciais situados na área da emergência, que também receberam vistorias das equipes técnicas.
O trabalho é coordenado pelo Coezoo (Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal), com participação de órgãos parceiros. Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais, enquanto duas amostras ainda aguardam a conclusão do sequenciamento genético.
A confirmação dos três focos ocorreu entre 18 e 26 de outubro, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. A partir dos resultados, foram intensificadas as medidas de contenção para impedir a disseminação do vírus.
Entre 21 e 30 de outubro, foram realizados os procedimentos de despovoamento, com a eliminação segura de mais de 47 mil aves. Na sequência, os locais passaram por enterrio em valas profundas, limpeza e desinfecção, iniciando o período de vazio sanitário.
Outra frente importante foi a fiscalização das propriedades próximas aos focos. Em 30 de outubro, a Cidasc concluiu todas as vistorias no raio do perifoco, que corresponde à área de até três quilômetros dos estabelecimentos afetados.
Já em 1º de novembro, foi finalizada a vigilância epidemiológica nas mais de 2,7 mil propriedades mapeadas na área da emergência.

