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SANTO ÂNGELO
01 de maio de 2026
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Opinião

Sons dos sinos

  • maio 1, 2026
  • 3 min read

Ouçamos o sons dos sinos! Desconhecia-eu, por inocência, displicência ou ignorância, haver diferentes badalares de sinos, todavia, em tempo hábil, isso foi possível, pois, antes de ser saudade, Nelson Hoffmann, deu-me ciência da variedade de sons (28), foi uma aula magna! A magnífica explanação da saudosa alma, ocorrida na área do seu memorável acervo cultural e residencial, situado na rua Padre Anchieta, na cidade de Roque Gonzales/RS, com a frente voltada para Norte, em frente ao lado sul da igreja, esta, com frente voltada para o Leste, assim, a residência e acervo e igreja estão separadas, apenas pela rua Anchieta!
Contou-me, embora, octagenário, a simbologia de cada batida ou badalo, com olhar ávido, luzindo conhecimento espantoso, por ele colhido ao longo dos tempos, expôs em fala mansa, porém, do alto da sua sabedoria, fê-lo com firmeza e convicção, embora ouvisse eu, com toda a atenção e respeito, fui incapaz de guardar todos os significados, rezava ele lentamente, para criança menina as batidas são tantas, para menino tantas e intercaladas, neste ritmo e certezas, descreveu todas, faltou, astúcia para gravar tamanho ensinamento, todavia, jamais pensei que aquele momento, seria um dos últimos diálogos.
Deito-me a pensar sobre a questão igreja/sinos/sons, porque, segundo o mestre Nelson, dentre as finalidades do badalar, está a de dar ciência aos fieis, da aproximação da hora da cerimônia diária ou dominicais, guiando o cristianos de longe e de perto, para os cultos, consabido é, no passado, poucos possuíam relógio e as pessoas, em seus ofícios cotidianos, orientavam-se através dos sons, era costumeiro tocar o sino pela manhã, às 11horas e 30minutos ou meio-dia e, às 18horas, comprovado está, que o vento e o clima interferem no ecoar distâncias!
Na voz da lembrança, palmilham imagens, pelas estradas interioranas, famílias inteiras, deslocando-se em direção das igrejas, eram pais ensaiando seus filhos para frequentar os palácios, onde Deus era referenciado, por menor que fosse a comunidade, as edificações mostravam-se desproporcionais, exceto, viessem todos os viventes daquele lugar, professassem a mesma fé, porém, na contemporaneidade, considerando o aumento da taxa populacional, o sons dos sinos, parece, perderam a magia para conduzir cordéis de gentes, na direção dos templos, logo, vem à lembrança, na Linha Salto do Pirapó, Aldino Luft, senhor de um Ford 29, colhendo gente pela estrada, chegou na igreja com 30 pessoas!

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Renato Schorr

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