Sessão do Congresso é cancelada, e Legislativo não votará nada de relevante até as eleições

A sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (9), destinada à análise de vetos presidenciais, foi cancelada por falta de acordo entre os parlamentares. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Com o cancelamento, o Legislativo não deve votar projetos de maior relevância antes do recesso parlamentar, que começa na próxima semana e segue até 31 de julho. Além disso, a proximidade das eleições, com início oficial da campanha em 13 de agosto, deve reduzir ainda mais o ritmo das atividades no Congresso.
Entre as principais matérias que ficarão para depois das eleições estão a PEC da Segurança Pública, a proposta que prevê o fim da escala 6×1, o projeto de regulamentação da exploração de terras raras, a proposta que permite utilizar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis e a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do nome de Jorge Messias.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a paralisação das votações ocorre em meio ao desgaste na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois estariam sem diálogo desde a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, em abril.
Apesar disso, o novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), afirmou que pretende promover uma reunião entre Lula e Alcolumbre ainda neste mês para tentar reaproximar os dois líderes.
Enquanto as pautas legislativas seguem paralisadas, a expectativa é de avanço nas negociações entre o governo federal e a bancada ruralista sobre o refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta prevê prazo de até dez anos para pagamento, com dois anos de carência e juros reduzidos para os casos enquadrados nas novas regras.

