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SANTO ÂNGELO
02 de outubro de 2026
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Opinião

Reminiscências do passado

  • outubro 2, 2026
  • 5 min read
Reminiscências do passado

A Fenamilho de anos remotos, principalmente nas primeiras edições de sua retomada, tinha uma dimensão diferente das atuais edições. Tudo se explica pela mudança nos perfil e no tamanho de seus  shows.  Uma dupla como Chitãozinho e Xororó, que esteve aqui, hoje é totalmente inviável por causa dos cachês milionários que cobram.

Sem falar em Leandro e Leonardo ou então em Mato Grosso e Mathias. Nenhuma dessas duplas viria hoje por menos de R$ 1,5 milhão.

A freqüência de autoridades também era bem diversificada. Na foto está o jornalista Nelson Sirotski, que momentos antes havia recebido o título de Cidadão Honorário de Santo Ângelo.

Depois dessa feira, o cidadão de Santo Ângelo nunca mais foi visto por aqui.

 

Até terça-feira nenhum eleitor pode ser preso

Muita gente não está se dando por conta de que as eleições nacionais acontecem já neste domingo (4). E, pela aparente desilusão do eleitorado com o cenário político, a previsão é de uma abstenção recorde, que aumenta após cada pleito.

E não é para menos. O nível da campanha, envolvendo principalmente os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, está a justificar o desinteresse. Nos poucos debates aos quais compareceram e no horário eleitoral, nesta última semana os candidatos parecem que estavam discutindo o sexo dos anjos.

O assunto predominante e sem muito fundamento, foi discutir se Flávio iria ou não retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Sobre algum  projeto para desenvolver o  país e  mostrar aos  trabalhadores o que pode  ou será feito para melhorar  suas  vidas, nenhuma vírgula.

Por fim, desde segunda-feira até 48 horas depois das eleições nenhum eleitor poderá ser preso, salvo em flagrante delito. Essa decisão do legislador é para proteger o cidadão de qualquer tipo de pressão ou ameaça em prendê-lo caso não vote neste ou naquele candidato.

 

Indústria atingida por incêndio não tinha seguro

Emoção e lágrimas é o que sobrou do incêndio devastador que acabou com a indústria da Universal Plásticos no final de semana na zona oeste de Santo Ângelo.

Era uma indústria familiar, comandada pelo empresário Jorge Ostrowski, mas tinha mais de cem funcionários, cujas famílias dependiam dessa renda familiar.

A empresa, como a grande maioria, começou pequena, mas foi evoluindo com o passar dos anos e assim importou dezenas de máquinas de última geração, em sua maioria, vindas da Alemanha.

E, por ser uma indústria de insumos altamente inflamáveis, como polietileno, não tinha seguro, porque o custo cobrado pelas seguradoras era totalmente inviável.

E o fogo, não se sabe ainda por onde começou, foi devastador.  Bombeiros trabalharam mais de dez horas para controlar as chamas e ainda evitar que se alastrassem para prédios vizinhos.

Não há ainda uma estimativa do montante dos prejuízos, mas, a grosso modo, pode passar dos  R$ 100 milhões.

E, se for recomeçar, terá que iniciar da estaca zero. Só nos resta transmitir toda a solidariedade ao Jorge, familiares e seus colaboradores.

 

O dia que o governador chegou na Fenamilho antes das autoridades

É da tradição do brasileiro em marcar um evento para tal hora, já abrindo espaço para um considerável atraso no seu início. Numa edição da Fenamilho, quando Tarso Genro era o governador do Estado, aconteceu algo inusitado. A abertura estava marcada para 9h30min, já com aposta de que seria, na verdade, às 10 horas. No entanto, para a surpresa geral da nação,  eis que o governador Tarso  Genro aportou no salão Iglenho Burtet  as  9h15min, ou seja, 15 minutos antes da abertura.

Foi um sufoco e correria porque não havia nenhuma autoridade municipal no Parque para recepcioná-lo. O governador não teve dúvidas. Subiu solenemente ao palco e lá estava recepcionando as autoridades.

Foi uma correria tremenda de gente para todos os lados e constrangidamente, as autoridades é que foram recepcionadas. O único que ficou no lucro fui eu, que fiquei uns 20 minutos, sozinho, entrevistando o governador.

 

Ação necessária na tempestade

A resposta rápida da Prefeitura de Entre-Ijuís, unindo Defesa Civil e Assistência Social para a entrega emergencial de telhas, merece reconhecimento. Em tempos de eventos climáticos extremos e imprevisíveis, a eficiência do poder público em amparar os mais vulneráveis antes que novas chuvas piorem o cenário não é apenas uma obrigação administrativa, mas um ato de humanidade e preservação de dignidades.

Que o monitoramento continue com a mesma agilidade, pois, no pós-temporal, o tempo corre contra quem perdeu o teto.

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Luiz Roque Kern

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