Professor é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra crianças em escola de Cachoeirinha

Um professor foi afastado das funções após relatos de supostos abusos contra crianças em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Conforme a Polícia Civil, o caso é investigado como estupro de vulnerável.
Segundo o delegado André Anicet, até o momento, pais de quatro meninas registraram boletim de ocorrência contra o suspeito. O homem, de 59 anos, é professor na Escola Estadual Mário Quintana, no bairro Parque da Matriz.
A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) afirma que, além de afastar o professor das funções, também abriu um procedimento para averiguar a conduta do profissional. Nesta terça-feira (25), um grupo de pais e responsáveis fez um protesto em frente à instituição de ensino.
O caso veio à tona depois que uma das crianças relatou a uma cuidadora condutas do professor que passaram a ser investigadas pela polícia como estupro de vulnerável.
— Um menino que eu cuido disse: “Tia, eu posso te contar uma coisa?”. Aí perguntou se era normal o professor colocar as meninas no colo. Chamei duas meninas que ficam comigo e elas começaram a chorar. Uma delas contou detalhes do comportamento dele. Se não fosse ele (o menino), acho que elas não iam me contar, porque disseram que o professor pedia para não falarem — relata a cuidadora.
Foi nesse momento que a mulher, que não será identificada para preservar as crianças, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, comunicou os pais das meninas, que resolveram acionar a Brigada Militar. O professor chegou a ser levado à delegacia, mas acabou liberado porque não havia flagrante. A partir desse episódio, os pais de outras duas crianças também prestaram queixa contra o professor.
— Ela me contou muito mais coisas que foi lembrando, o que o professor falava. Que não era para contar para a mãe, que ele ia dar figurinhas e muito mais. Eu quero ele preso — afirma uma das mães que procurou a polícia.
Duas das quatro crianças passaram por exames psicológicos e de corpo de delito. Os resultados ainda não ficaram prontos.
— Eu já chorei horrores, porque a gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. A gente deixa na escola porque é para estar seguro, para estudar, para ser uma pessoa na vida, e aí a gente tem que estar passando por isso — conta outra mãe.
De acordo com o delegado, o homem será ouvido ao final do inquérito. Ele ainda é considerado investigado e suspeito e não possui mandados em aberto. Segundo a Polícia Civil, também não havia registro anterior contra ele.
A reportagem tentou contato com a diretoria da escola, que foi ouvida na Polícia Civil, mas funcionários afirmaram que a manifestação seria apenas via Seduc.
“A Secretaria Estadual da Educação informa que foi aberto procedimento para a averiguação da conduta de profissional com atuação na Escola Estadual Mário Quintana, no município de Cachoeirinha. O servidor encontra-se no momento afastado da instituição de ensino.
Na manhã desta terça-feira, uma equipe da 28° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) esteve na instituição de ensino para diálogo junto à comunidade escolar. Na quinta-feira, uma equipe do Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar da CRE visitará a escola para ações de acolhimento e escuta junto a estudantes, profissionais da educação e familiares.”
Fonte: GZH

