
Apesar da redução no número de produtores nos últimos 12 anos, setor se modernizou, adota confinamento e produz 47 mil litros por dia. Bovinocultura de corte também mantém espaço no município. A pecuária de leite em Santo Ângelo passa por uma transformação marcada pela modernização tecnológica e pela intensificação do sistema produtivo. Levantamento divulgado pela Emater/RS-Ascar indica que o município conta atualmente com 118 produtores comerciais de leite, responsáveis por uma produção diária de 47 mil litros.
Conforme a engenheira-agrônoma da Emater, Márcia Dezen, o setor registrou uma evolução expressiva na mecanização do processo de ordenha e no manejo do rebanho nos últimos anos, fruto de investimentos diretos dos agricultores na atividade.
Entre os avanços tecnológicos de maior destaque na região estão a adoção de sistemas de confinamento de animais e a implantação de duas propriedades com sistema de ordenha totalmente robotizada — modelo que otimiza a rotina de trabalho e eleva a eficiência da produção.
Se por um lado a produção ganhou em tecnologia e escala, por outro o perfil produtivo do município mudou drasticamente ao longo da última década. Há 12 anos, Santo Ângelo contava com mais de 500 propriedades atuando na comercialização de leite.
A redução drástica no número de produtores é explicada por um conjunto de fatores estruturais e econômicos que pressionaram a atividade no campo, como a exigência de dedicação diária sem folgas e a escassez de mão de obra nas propriedades; necessidade de altos investimentos para adequação sanitária e infraestrutura; pressão do avanço das lavouras de grãos sobre as áreas de pastagem; falta de sucessão familiar nas propriedades rurais e desistência de empresas e laticínios em manter rotas de coleta em locais com menor volume.
Além da bacia leiteira, o levantamento da Emater ressalta a presença da bovinocultura de corte na economia rural do município. Com base nos dados do Censo Agropecuário de 2017, Santo Ângelo possui 20 estabelecimentos voltados à comercialização de gado de corte. Juntas, essas propriedades vendem anualmente cerca de duas mil cabeças de gado, destinadas tanto ao consumidor final quanto a abatedouros da região.
Redação Grupo Missões

