Povo e pátria, virtudes hasteadas
Amanhã, vinte de setembro, comemora-se o Dia do Gaúcho alicerçado nas virtudes exaltadas no Hino do Rio Grande do Sul tecido com vinte e dois versos de sete sílabas métricas cada um, transcritos abaixo em linhas horizontais e separados por barra.
Como aurora precursora/Do farol da divindade/Foi o 20 de Setembro/O precursor da liberdade/Mostremos valor constância/Nesta ímpia e injusta guerra/ Sirvam nossas façanhas/De modelo a toda Terra/De modelo a toda a Terra/Sirvam nossas façanhas/De modelo a toda a Terra/Mas não basta pra ser livre/Ser forte, aguerrido e bravo/Povo que não tem virtude/Acaba por ser escravo/Mostremos valor constância/Nesta ímpia e injusta guerra/ Sirvam nossas façanhas/De modelo a toda a Terra/De modelo a toda a Terra/Sirvam nossas façanhas/De modelo a toda a Terra.
Hino – com letra e música – maravilhoso. Exalta as virtudes. Conclama o povo para as virtudes, algumas das quais e básicas, presentes no hino. As virtudes fazem o povo ter liberdade, força, garra, bravura, independência, grandeza… E povo sem virtudes mergulha na escravidão e em tudo o que ela tem de ruim: dependência, fraqueza, covardia, dominação… Povo sem virtudes alberga, além de tantos e tantos concidadãos afins em pensamentos, palavras e ações antipopulares e antipatrióticas, deputados federais e senadores afogados e afogando-se nos insecáveis mares de imoralidades, de injustiças, de emendas parlamentares, de medidas da PEC blindada, de corrupções, de ladroeiras do dinheiro do povo e da pátria…
Muitos gaúchos e brasileiros disseram em tempos passados e dizem nos tempos atuais, também nesta Semana Farroupilha, na véspera e no Dia do Gaúcho, que vem a ser totalmente “ímpia e injusta” a quantidade de 513 deputados federais e de 81 senadores no Brasil. Basta daqueles e destes um terço – dois terços deles sobram, são inúteis, desnecessários. Quando os deputados e senadores vão fazer essas varreduras e limpezas populares e patrióticas – fora outras todas demais, inclusive as das mordomias, penduricalhos e ajudas – na Câmara Federal e no Senado? Quando?
Assim, se as façanhas rio-grandenses carregadas de virtudes que possuem e outras mais não puderem servir “de modelo a toda Terra”, que sirvam pelo menos para todo o Brasil que, por não ter nem pôr em prática essas virtudes nos séculos passados, permaneceu e permanece afogando-se em tantas escravidões e dependências, desigualdades e injustiças, que sirvam, portanto, de hoje em diante, também e de modo especial para a Câmara Federal e Senado. Enfim, povo e pátria com virtudes não alberga escravocratas, escravos e escravidões!

