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SANTO ÂNGELO
27 de maio de 2026
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Estado

Polícia investiga feminicídio e ligação com tráfico após mulher ser encontrada morta no Guaíba

  • maio 27, 2026
  • 2 min read
Polícia investiga feminicídio e ligação com tráfico após mulher ser encontrada morta no Guaíba

A Polícia Civil investiga diferentes hipóteses para o caso de uma mulher encontrada morta na manhã de terça-feira (26) em Porto Alegre. O corpo foi retirado das águas do Guaíba por equipes do Corpo de Bombeiros, na região do Cais do Porto, próximo à Avenida Mauá, no Centro Histórico da Capital.

Segundo a delegada Thais Dequech, titular da 1ª Delegacia da Mulher, embora a causa da morte ainda dependa de confirmação pericial, os ferimentos encontrados no corpo indicam que a vítima foi assassinada.

— Não foi uma morte natural ou por afogamento. Foi uma morte violenta — afirmou a delegada.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias. Conforme a investigação, o estado do corpo aponta que o crime ocorreu recentemente. A mulher estava sem parte das roupas, mas algumas peças foram encontradas nas proximidades.

De acordo com a polícia, a vítima era usuária de drogas e moradora de Canoas. Uma das linhas investigadas é de que o assassinato tenha relação com o tráfico de drogas, possivelmente ligado a dívidas.

Os policiais também apuram onde a morte aconteceu e em qual local o corpo foi jogado na água. Um inquérito foi instaurado para investigar os crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Apesar disso, a hipótese de feminicídio também não foi descartada. Segundo a delegada, a investigação considera a possibilidade de um crime motivado por menosprezo à condição da vítima como mulher, mesmo sem vínculo afetivo ou familiar com o autor.

— Não descartamos a possibilidade de feminicídio, mas não naquele contexto íntimo e, sim, numa possível condição de menosprezo à mulher — explicou.

A vítima não tinha registro de pedido de medida protetiva. Até o momento, ninguém foi preso.

Com o caso, o Rio Grande do Sul chegou a 35 feminicídios registrados desde o início de 2026. O número já supera o total contabilizado entre janeiro e maio do ano passado, quando o Estado registrou 30 casos.

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Carolina Gomes

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