Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos

O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. A causa da morte não foi divulgada.
Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, próximo de onde morava, em Alphaville, mas não resistiu.
Em nota, a família lamentou a morte e destacou a trajetória do ex-atleta, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial. Também informou que o velório e o sepultamento serão restritos a familiares e amigos.
Oscar enfrentava, há mais de 15 anos, um tumor cerebral. Ao longo desse período, passou por cirurgias e tratamentos, mantendo-se ativo como referência esportiva e pessoal. Em 2022, chegou a anunciar que estava curado após interromper a quimioterapia.
Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt construiu uma carreira histórica no basquete. Conhecido como “Mão Santa”, foi um dos principais responsáveis pela popularização do esporte no Brasil.
Pela seleção brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e se tornou o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos.
Reconhecido internacionalmente, integrou o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana.
No início de abril, foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil em cerimônia no Rio de Janeiro, mas não pôde comparecer por motivos de saúde, sendo representado pelo filho.
Oscar deixa um legado que ultrapassa o esporte e permanece como referência para gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

