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SANTO ÂNGELO
06 de outubro de 2026
Rádio AO VIVO
Estado

Novo núcleo especializado do IGP-RS deve acelerar perícias e reunir dados sobre casos de feminicídio

  • outubro 6, 2026
  • 2 min read
Novo núcleo especializado do IGP-RS deve acelerar perícias e reunir dados sobre casos de feminicídio

Casos de feminicídio passarão a ter prioridade nos atendimentos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) no Rio Grande do Sul. A mudança deve ocorrer com a criação do Núcleo de Perícias em Feminicídio (NUPEFEM), um grupo especializado que reúne 15 profissionais de diferentes áreas e pretende qualificar a produção de provas periciais em episódios de mortes de mulheres e meninas.

A estrutura foi instituída na última semana e terá atuação multidisciplinar. Fazem parte do grupo peritos criminais, fotógrafos, papiloscopistas, médicos-legistas, psicólogos e especialistas das áreas de laboratório e informática.

Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta terça-feira (6), a coordenadora do NUPEFEM, Juliane Lorencena Chassot, afirmou que o objetivo é incorporar um olhar de gênero à análise pericial. A equipe deverá acompanhar os casos desde o processamento do local do crime, passando pela produção de laudos e exames, até o processo.

— O feminicídio é um crime muito complexo, ele tem muitas especificidades e a perícia é aquela prova técnica científica que é irrefutável. O NUPEFEM vai acompanhar todo o processo deste caso, envolvendo mortes de mulheres e meninas. Vai desde o processamento do local de crime, baseado no olhar de gênero, até o processamento dos laudos, dos exames periciais e o final do processo no Tribunal do Júri — explica Juliane.

O núcleo não representa, neste primeiro momento, a criação de uma estrutura física específica nem contará com servidores que atuarão exclusivamente nesses casos. Os 15 integrantes já trabalham em diferentes setores do IGP e foram selecionados entre especialistas de cada área.

Quando houver um caso a ser acompanhado pelo núcleo, os profissionais serão acionados para atuar de forma integrada dentro de suas respectivas especialidades. O IGP também prepara uma instrução normativa interna para estabelecer prioridade no processamento dos casos de feminicídio.

— Esses locais de feminicídio vão ser processados com a máxima urgência, vão ser prioridade. Assim que acontecer o caso, todo mundo já vai estar conectado, cada um na sua área, fazendo a sua perícia específica. Ele vai ser um crime que vai ter prioridade aqui dentro do IGP — afirma a coordenadora.

Fonte: GZH 

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Lara Santos

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