MPRS dá parecer favorável às prisões preventivas de assaltantes após morte de empresário de Guarani das Missões

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) manifestou-se favoravelmente à conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas dos quatro investigados pelo crime ocorrido na madrugada da sexta-feira, 7 de agosto, em Guarani das Missões, na Região Noroeste do Estado, que resultou na morte do empresário Cleiton de Oliveira Santos, 44 anos, mantido refém durante a fuga do grupo criminoso. Os pareceres foram apresentados ainda na sexta-feira pelo promotor de Justiça Guilherme Modesti Donin.
O MPRS acompanha o caso desde as primeiras horas e atuou com prioridade máxima após a lavratura do auto de prisão em flagrante. O promotor Guilherme Donin também participou nesta sexta-feira da audiência de custódia de um dos presos. As audiências dos outros três investigados serão realizadas posteriormente, pois eles permanecem hospitalizados. O caso tramita sob segredo de Justiça.
O CRIME
Conforme a investigação, o grupo invadiu a residência da família, rendeu os moradores e manteve Cleiton de Oliveira Santos como refém. Em seguida, os criminosos saíram da casa e foram até a ótica da família utilizando o veículo da vítima. Ao perceberem a mobilização policial, fugiram em direção a Cerro Largo. Durante o trajeto pela BR-392, o veículo se envolveu em um acidente seguido de incêndio, causando a morte da vítima e de um dos suspeitos. Outros três investigados foram presos após o fato, e um quarto foi detido em município vizinho.
ATUAÇÃO DO MPRS
Em manifestação encaminhada ao Judiciário, o promotor posicionou-se pela homologação das prisões e pela conversão das prisões em flagrante em preventivas dos quatro investigados, diante da gravidade dos fatos, do risco à ordem pública e da necessidade de assegurar o andamento das investigações.
Guilherme Donin ainda destaca que “o MPRS seguirá acompanhando as diligências necessárias para o esclarecimento da dinâmica criminosa, a identificação de eventuais outros envolvidos e a responsabilização penal dos autores”.
Fonte: MP

