Moraes determina que Exército entregue oito armas de Bolsonaro à Polícia Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregue à Polícia Federal (PF) oito armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O Comando tem até cinco dias, contados a partir de domingo (5), para cumprir a decisão. O armamento inclui pistolas e espingardas que estavam sob a guarda do ex-chefe do Executivo.
Na última sexta-feira (1º), Moraes havia determinado a entrega de 10 armas vinculadas a Bolsonaro. A defesa do ex-presidente informou que duas já haviam sido entregues à PF.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para retirar as armas do Exército e levá-las à Superintendência da Polícia Federal. Moraes, no entanto, determinou que a própria Força seja responsável pela entrega do armamento.
Na sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O órgão afirmou não ver “falta grave” do ex-presidente após o episódio envolvendo arma apreendida e sustentou que a pistola deve permanecer retida. As informações são do g1.
Moraes havia solicitado novo posicionamento da PGR sobre o caso no dia 24 de junho. A manifestação ocorreu após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal, que resultou apenas no indiciamento de um segurança do ex-presidente, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.
Policiais militares do Distrito Federal apreenderam uma pistola Glock 9 milímetros e um carregador sobressalente durante uma abordagem ao veículo conduzido pelo segundo-sargento, em uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal, no dia 15 de junho.
Conduzido a uma delegacia, Estácio se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Após o caso se tornar público, o GSI divulgou nota à imprensa informando que não é responsável pela segurança de Bolsonaro, que é feita por servidores públicos indicados pelo próprio ex-presidente, e que o militar abordado não integra seu quadro funcional. O órgão acrescentou ainda que o veículo parado na blitz não pertence à instituição.
Em depoimento à Polícia Civil, Estácio afirmou que teria sido solicitado a levar a arma a um especialista em reparos, após apresentar problemas. Segundo ele, a pistola foi retirada da residência de Bolsonaro no mesmo dia e seria devolvida no dia seguinte.
Fonte: GZH

