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SANTO ÂNGELO
31 de julho de 2026
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País

Marido suspeito de matar esposa de 24 anos em SC planejava assassinar os filhos

  • julho 31, 2026
  • 3 min read
Marido suspeito de matar esposa de 24 anos em SC planejava assassinar os filhos

A Polícia Civil revelou detalhes sobre o feminicídio de Débora Ester de Bizi Dambros, de 24 anos, em Xaxim, no Oeste catarinense. Além de confessar ter assassinado a esposa com um golpe de “mata-leão” e simular um acidente de trânsito na SC-283 com o auxílio do pai, o investigado, de 30 anos, pretendia matar os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, e depois tirar a própria vida.

Segundo os investigadores, o suspeito deixou uma carta endereçada aos pais. No documento, ele alegava a existência de um suposto “acordo” com a vítima, de que se um deles falecesse, o outro deveria executar as duas crianças e cometer suicídio.

“Nós tínhamos informações de que ele mataria os filhos do casal. Por isso agimos muito rápido para evitar uma tragédia”, explicou o policial civil Everson Antonio Bavaresco de Souza.

Crianças presenciaram a agressão dentro de casa

Outro detalhe revelado pela investigação é que o crime ocorreu com os dois filhos pequenos no imóvel. No momento em que o marido aplicava a asfixia na vítima, Débora Dambros tentou gritar por um dos filhos. Segundo as investigações, o agressor gritou para que a criança de 8 anos não saísse do quarto.

Após matar a esposa, ele cobriu o corpo, levou os filhos para a casa do avô e retornou para dar andamento ao plano de ocultação do cadáver. As crianças agora estão sob os cuidados da avó materna. Segundo a polícia, não havia nenhum registro anterior de agressão ou violência doméstica envolvendo o casal.

A farsa do acidente e o trajeto de 70 km

O que parecia um trágico acidente de trânsito na SC-283 revelou-se uma farsa planejada para encobrir o crime brutal. O feminicídio ocorreu no dia 20 de julho, por volta das 18h na residência do casal. Para tentar encobrir o assassinato, o suspeito contou com o apoio direto do próprio pai, de 53 anos.

Juntos, eles transportaram o corpo de Débora Dambros por cerca de 70 quilômetros até a ponte do Rio Barra Grande, em São Carlos.

Aproveitando que a proteção lateral da ponte já estava danificada por um sinistro anterior, eles jogaram o veículo no rio para simular a queda. O pai do investigado seguiu o carro do filho em outro veículo da família para garantir a fuga. Como o local é isolado, o automóvel só foi avistado por populares na tarde do dia seguinte (21).

A reviravolta no caso aconteceu após laudos periciais apontarem que o horário da morte de Débora não era compatível com o momento da queda do veículo. Além disso, as lesões no corpo da jovem destoavam completamente de um impacto típico de acidente de trânsito, confirmando a morte por asfixia.

Diante das provas de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra o marido e o sogro da vítima, cumpridos pela Polícia Civil.

Débora Dambros deixa dois filhos menores de idade. O velório da jovem ocorreu na Capela Mortuária de Ipuaçu, sob forte comoção de familiares e amigos que, até então, acreditavam em uma fatalidade.

Fonte: NDMAIS 

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Lara Santos

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