
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que não aceita a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante um evento de apresentação de ações integradas de segurança pública, no Rio de Janeiro, onde Lula cumpre agenda nesta sexta-feira.
Ao comentar a decisão do governo norte-americano, o presidente afirmou que as duas facções devem ser combatidas como organizações criminosas. Lula também associou o termo terrorismo aos atos de 8 de janeiro e ao planejamento para assassinar autoridades durante a trama golpista.
Segundo o presidente, o combate ao crime organizado precisa ser ampliado no país. Ele também criticou Donald Trump e afirmou que o presidente norte-americano teria interesses em recursos naturais brasileiros.
Lula citou o petróleo da Margem Equatorial e as chamadas terras raras e defendeu investimentos na segurança das fronteiras brasileiras.
A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos representa uma mudança na forma como o governo norte-americano enquadra as duas facções. No Brasil, os grupos são tratados pela legislação como organizações criminosas.
Nesta semana, um relatório do governo Trump também acusou o Brasil de não adotar medidas suficientes contra as duas facções e cobrou ações para conter a atuação dos grupos.
Segurança no Rio
Durante o evento, Lula também falou sobre a situação da segurança pública no Rio de Janeiro. O presidente afirmou que organizações criminosas e milícias deixam moradores de bairros periféricos, escolas e ruas sob ameaça.
Lula disse que, caso seja reeleito, pretende retomar territórios ocupados por organizações criminosas. Ele também citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que está em tramitação no Congresso e prevê uma ampliação da participação da União na área.
O presidente afirmou ainda que pretende criar um Ministério da Segurança Pública para atuar na redução dos índices de violência no país.
Fonte: g1

