Legislativo busca intermediação do Ministério Público para destravar obras do Teatro Antônio Sepp

Em um movimento para agilizar a revitalização do Teatro Municipal Antônio Sepp, a Câmara de Vereadores de Santo Ângelo realiza, na tarde desta quarta-feira, uma reunião estratégica com a promotora de Justiça Paula Mohr.
O encontro visa estabelecer uma cooperação técnica com o Ministério Público (MP) para garantir o avanço e a fiscalização do cronograma de obras.
O presidente do Legislativo, Vando Ribeiro, defende que a intervenção do MP é fundamental para garantir o cumprimento do contrato por parte da empresa Impacto, de Ijuí, responsável pelo projeto.
A principal solicitação é a viabilização de uma vistoria técnica detalhada, conduzida por especialistas indicados pelo Ministério Público, para avaliar a situação atual da estrutura, que se encontra com os trabalhos paralisados.
Uma das propostas levantadas pelo presidente da Câmara é a separação da revitalização externa do restante do projeto. A ideia é que o entorno do Teatro seja recuperado por meio de contratação direta, agilizando o processo ao evitar a burocracia de captação de recursos via leis de incentivo (Rouanet e LIC), que continuariam regendo as obras complexas do interior do prédio.
Em reunião recente com o Legislativo, o produtor cultural Francisco Roloff, representante da empresa Impacto, apresentou o status atual do empreendimento. Segundo ele, etapas cruciais já foram vencidas, incluindo o isolamento acústico e térmico; instalação de forros e preparação para o sistema de climatização.
A continuidade dos trabalhos internos agora depende da liberação de aproximadamente R$ 1,84 milhão via Lei Rouanet. Como alternativa para garantir o fluxo financeiro, a empresa estuda o uso da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC/RS).
Se o fluxo de recursos e a nova frente de fiscalização avançarem conforme o esperado, a previsão de conclusão é para 2026. O projeto final promete entregar um espaço que une modernidade e preservação histórica, contando com acessibilidade plena e acústica planejada; hall de entrada com cafeteria temática e áreas exclusivas para a imprensa e espaços diferenciados.
O encontro desta tarde deve definir os próximos passos jurídicos e técnicos para que o principal palco cultural de Santo Ângelo volte a receber o público.

