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SANTO ÂNGELO
19 de setembro de 2026
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Opinião

Investigação do Banco Master citou Santo Ângelo apenas por fornecimento de contato

  • setembro 19, 2026
  • 6 min read
Investigação do Banco Master citou Santo Ângelo apenas por fornecimento de contato

Apenas uma curiosidade. Santo Ângelo foi citado dentro das revelações do caso do Banco Master. Em diálogo interceptado pela investigação, uma pessoa comenta que conseguiu o contato de outro envolvido com alguém de nome Rolando, que estaria ligado ao prefeito Nívio Braz e ao vereador Toledo (Jonatas), de Santo Ângelo. A citação está no primeiro parágrafo.

O fato foi relatado pelo canal ICL Notícias, que detalha investigações da Polícia Federal que revelam conexões suspeitas entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.

Documentos sigilosos mostram que profissionais de marketing digital, que prestavam serviços ao senador, tentaram recrutar influenciadores para o Projeto DV. Essa iniciativa buscava descredibilizar o Banco Central para proteger o Banco Master de possíveis sanções ou liquidações judiciais.

O comentarista ressalta que essa relação envolve pedidos de recursos e favorecimentos parlamentares, caracterizando uma proximidade excessiva entre o político e o banqueiro.

Os citados de Santo Ângelo não são incluídos em nada dos ilícitos que estão sendo apresentados no caso. São citados apenas pela informação de um contato. Rolando seria assessor de imprensa do prefeito Nívio e estaria exonerado desde o início da campanha eleitoral.

 

Cálculo atuarial do Fabs joga contra proposta do Executivo

A apresentação do cálculo atuarial atualizado do Fundo de Aposentadoria e Benefício dos Servidores, o Fabs, complica os planos do Executivo e confirma o que a lógica financeira já desenhava. Não há margem para abrir mão da contribuição patronal sobre os inativos e pensionistas sem provocar um efeito dominó desastroso nas finanças municipais. Querer cortar essa arrecadação, como pretende a administração, é ignorar um rombo estrutural e, como alertam os técnicos, fatalmente sobrará para aumentar a alíquota dos servidores da ativa.

Com o laudo técnico em mãos e a merecida pressão do funcionalismo, o projeto perde sustentação política e tem tudo para naufragar na Câmara de Vereadores.

Para piorar o cenário, tem ainda o anúncio antecipado de uma nova “pedalada” por parte do prefeito, que admitiu, antecipadamente, a inadimplência nos repasses patronais dos meses de outubro, novembro e dezembro, que vai somar R$ 15 milhões. Um novo parcelamento no início do ano que vem deve ser solicitado. Somando-se aos R$ 26 milhões já parcelados no início deste ano.

 

Novo problema pela frente

E a situação do Fabs por ficar ainda mais complicada.O julgamento da ADI 6254 no Supremo Tribunal Federal está prestes a implodir de vez a engenharia aprovada em fevereiro, quando a nova legislação definiu que aposentados e pensionistas que ganham acima de três salários mínimos — cerca de R$ 4,8 mil, teriam que contribuir com 14%.

Ocorre que o STF já formou maioria de 7 votos a 3 para derrubar esse tipo de cobrança sobre valores abaixo do teto do INSS. O processo aguarda apenas o voto do ministro Gilmar Mendes para ser encerrado e, com isso, a taxação em Santo Ângelo vai cair por terra.

Quando o STF bater o martelo, a cobrança só poderá incidir sobre o que ultrapassar o teto do Regime Geral, que hoje está fixado em R$ 8.745,55. Na prática, significa que a arrecadação do Fabs com os inativos vai desabar, pois a grande maioria dos servidores municipais aposentados ganha abaixo desse teto.

 

Comparação descabida

A comparação entre os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos aposentados revela uma distorção profunda. No setor privado, após conquistar a aposentadoria, o cidadão não volta a contribuir sobre o benefício que recebe.

No entanto, o funcionalismo municipal de Santo Ângelo enfrenta uma realidade punitiva. Desde fevereiro, por força de lei municipal, aposentados e pensionistas que ganham acima de três salários mínimos são obrigados a devolver 14% dos seus vencimentos ao fundo previdenciário.

Trata-se de uma cobrança sobre quem já trabalhou uma vida inteira e cumpriu suas obrigações fiscais. Essa disparidade não é apenas uma injustiça financeira com os inativos; é um confisco disfarçado de reforma para tentar cobrir rombos de gestão que eles nunca criaram.

 

Outros locais

Outros locais podem ser reavaliados dentro da estrutura urbana. Recentemente, o vereador Lorenzo Tonetto (Novo) pediu estudo sobre a Rua Missões, na quadra entre Avenida Getúlio Vargas e Osvaldo Cruz, portão do Colégio Teresa Verzeri.  A proposta é verificar a possibilidade de mudança de sentido. Não tem resposta se a proposta foi aceita ou o que ocorreu.

O amigo Jânio Bones cita outra situação. Na Avenida Getúlio Vargas, entre a Salgado Filho e a Ipiranga, o estacionamento oblíquo já não se justifica pelo pouco movimento no entorno do estádio da Zona Sul e pela mudança de acesso ao Colégio Sepé Tiaraju. Merece análise, com certeza.

 

Estacionamento garantido: acessibilidade e dignidade

A aprovação do requerimento do vereador Adolar Queiroz (PDT) pela Câmara de Vereadores de Santo Ângelo acerta em cheio em um problema invisível para muitos, mas doloroso para dezenas de famílias da região: o nó no trânsito e no estacionamento em frente à Clínica Renal Gatz, na Rua Bento Gonçalves.

Quem passa pelo local — que fica estrategicamente ao lado do pronto atendimento do Hospital Regional das Missões — sabe que a disputa por uma vaga ali é diária e feroz. No entanto, o que está em jogo não é o mero incômodo de um motorista comum atrás de uma vaga no rotativo. São ambulâncias e veículos de secretarias de saúde de toda a região que transportam pacientes debilitados, cansados e fragilizados física e mentalmente pelas exaustivas sessões de hemodiálise.

A proposta é de implantar um estacionamento oblíquo e exclusivo para esses veículos de saúde. É muito desgastante exigir que um paciente recém-saído de um tratamento tão invasivo caminhe quadras extras por falta de vaga, ou ver ambulâncias circulando sem rumo para gastar tempo enquanto esperam o embarque.

 

 

Perguntar não ofende

Uma das principais referências feitas em Santo Ângelo sobre obras públicas é que tudo acontecia apenas em ano eleitoral. Agora, os mesmos que passaram anos repetindo a cantilena, defendem, sem pudor, que o poder público tem que “guardar dinheiro” para “fazer chover” em 2028, ano da próxima eleição municipal. Como cobrar coerência?

 

Só para lembrar

Indignação e adoração seletivas são um dos grandes erros dos nossos tempos. E isso repete-se agora nos casos envolvendo os ministros do STF.

 

Para refletir

“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça por toda parte.”

Martin Luther King Jr.

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HOGUE

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