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SANTO ÂNGELO
15 de setembro de 2026
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Homem é suspeito de cometer 16 homicídios em três meses na Paraíba

  • setembro 15, 2026
  • 3 min read
Homem é suspeito de cometer 16 homicídios em três meses na Paraíba

Um homem de 33 anos preso na Paraíba é investigado pela Polícia Civil por 16 homicídios cometidos em um período de aproximadamente três meses. Jorlan Alves da Silva foi detido após tentar escapar vestido de mulher e carregando uma criança de cerca de dois anos no colo, em Mulungu, no Agreste do Estado.

Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável pela investigação, os 16 assassinatos atribuídos ao suspeito já contam com elementos considerados fortes, como provas técnicas e confissões. A polícia ainda apura a participação dele em outros crimes.

Durante o interrogatório, Jorlan teria afirmado que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida e que cometeu o primeiro homicídio aos 13 anos. A Polícia Civil considera o número possível diante do histórico atribuído ao investigado, mas ainda trabalha para confirmar a quantidade.

“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado.

Crimes após saída da prisão

De acordo com a investigação, Jorlan deixou a prisão no fim de maio de 2026. Desde então, a polícia atribui a ele 16 homicídios registrados no Vale do Mamanguape.

Entre os casos está o duplo homicídio de dois comerciantes, ocorrido em 1º de agosto, em Rio Tinto. Segundo o delegado, o suspeito teria participado do crime com outros quatro homens.

A polícia também investiga o envolvimento de Jorlan na morte de uma jovem. O corpo foi localizado em um ponto indicado pelo próprio suspeito durante o interrogatório.

Ainda conforme a Polícia Civil, ele teria relatado os crimes com tranquilidade e fornecido detalhes sobre algumas das ocorrências.

Disfarce durante tentativa de fuga

A polícia afirma que Jorlan possui ligação com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e com atuação na Paraíba.

Após um confronto com policiais em Rio Tinto, ele teria se escondido em uma comunidade de Cabedelo. A partir de informações de inteligência, os investigadores localizaram o imóvel e passaram a monitorar os deslocamentos do grupo.

Quando Jorlan se deslocou para Mulungu, a Polícia Civil contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para identificar o veículo utilizado pelo grupo. Um dos comparsas foi preso durante uma abordagem, mas o suspeito conseguiu fugir.

Após cerca de 48 horas de buscas, Jorlan foi localizado.

Segundo o delegado, durante a tentativa de escapar, ele usava vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas, além de carregar uma criança de aproximadamente dois anos.

O suspeito teria conseguido passar por policiais usando o disfarce. Depois, voltou ao imóvel onde estava escondido, pegou um revólver e deixou a criança. Na saída, porém, o vestido teria se deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais reconhecessem Jorlan.

Fonte: g1

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Carolina Gomes

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