Grupo planejava explodir prédio onde acontecerá debate presidencial

Uma operação integrada das polícias civis de seis Estados desarticulou um grupo suspeito de planejar atos terroristas durante o período eleitoral deste ano. Entre os planos investigados estava a possibilidade de explodir um prédio onde deverá ocorrer um debate entre os candidatos à Presidência da República antes do segundo turno. No Rio Grande do Sul, um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Batizada de Operação Rede Interrompida, a ação é coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio das polícias civis de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A investigação também conta com a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Laboratório Cibernético (Ciberlab) do Ministério da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam grupos no Telegram e plataformas da dark web para trocar informações. As conversas incluíam plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios na região central de Brasília, além de discussões sobre possíveis ações para o período das eleições de 2026.
Os investigadores apontam que os integrantes do grupo pretendiam provocar tumultos na capital federal às vésperas do segundo turno. O prédio que seria alvo do atentado não foi divulgado.
Os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e, conforme a polícia, compartilhavam materiais com instruções para fabricação de explosivos. Os mandados de busca tiveram como principal objetivo apreender celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
Mandado em Canoas
No Rio Grande do Sul, a ação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas.
De acordo com o delegado Gustavo Bermudes, o alvo é um homem de 23 anos, desempregado, que mora no bairro Rio Branco. Durante as buscas, os policiais encontraram a capa de um colete balístico. Segundo a investigação, ele não possui antecedentes criminais.
Investigação
Os materiais apreendidos serão analisados para verificar o envolvimento dos investigados e identificar outros possíveis participantes do grupo.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, cuja pena varia de três a oito anos de prisão, e também por terrorismo, crime com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão.
Fonte: GZH

