“Foi um crime brutal, uma cena bem chocante”, diz delegado sobre assassinatos de mãe e filha dentro de casa em Candelária

A Polícia Civil tenta desvendar o que está por trás de um crime bárbaro descoberto na tarde de terça-feira (29) na área rural de Candelária, no Vale do Rio Pardo.
Uma mulher e a filha adolescente foram assassinadas dentro de casa, na comunidade de Vila Passa Sete. As vítimas são Patrícia Cristina Pereira, 31 anos, e Karolayne Cristina Costa, 13.
— Foi um crime brutal, uma cena bem chocante — descreve o delegado Paulo César Schirrmann, da Delegacia de Polícia de Candelária.
A polícia trabalha com diferentes hipóteses para o crime e não descarta que se trate de feminicídio. A investigação tem um suspeito, mas o delegado não repassou detalhes. Até a manhã desta quarta (30), ninguém havia sido preso.
— Ainda é uma investigação bastante recente, mas trabalhamos tanto com a hipótese de feminicídio como duplo homicídio. Ainda precisamos entender bem o contexto em que essas mortes aconteceram. A brutalidade nos faz acreditar que o autor estivesse bastante alterado — explica.
Inicialmente havia a suspeita de que as vítimas pudessem ter sido atingidas por disparos de arma de fogo. No entanto, a perícia apontou que elas foram mortas com golpes de arma branca, possivelmente um facão ou uma faca.
A polícia suspeita, devido ao estado em que se encontravam os corpos, que elas tenham sido mortas ainda no fim de semana. Patrícia era mãe de outras três crianças, que não estavam na casa no momento do crime. O Conselho Tutelar foi acionado.
Nesta manhã, a polícia está ouvindo uma mulher, que era responsável por cuidar das crianças. Segundo a polícia, foi a babá quem suspeitou do fato de Patrícia e Karolayne não atenderem ao telefone desde domingo. A Brigada Militar foi até o local, encontrou a porta aberta e os corpos de mãe e filha dentro da residência.
A localidade onde aconteceu o crime fica a cerca de oito quilômetros da área central de Candelária. Conforme o delegado, a moradia fica numa área afastada, sem vizinhos próximos.
— Não há testemunhas. Ninguém morava próximo delas — disse o delegado.
O celular de Patrícia, que estava quebrado, foi encontrado dentro da casa. O aparelho foi recolhido e encaminhado para análise da perícia. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança.
Patrícia tinha um registro de ameaça, realizado em dezembro do ano passado. No entanto, a apuração até o momento não encontrou nenhum indicativo que vincule este episódio com o crime.
Os corpos de mãe e filha serão enterrados nesta quarta-feira. O sepultamento está previsto para ocorrer às 14h, no cemitério do bairro Marilene.
Fonte: GZH

