
As exportações da indústria do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,5 bilhão em agosto, crescimento de 19% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de alimentos e tabaco. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Sistema FIERGS.
Além do aumento no valor das vendas, o volume médio embarcado cresceu 9%, enquanto os preços de exportação tiveram alta de 5,2%. Dos 23 segmentos industriais analisados, 16 registraram crescimento na receita.
O setor de alimentos foi o principal responsável pelo avanço. As vendas chegaram a US$ 542 milhões, alta de 31,7% na comparação anual e aumento de US$ 130 milhões. O segmento contribuiu com 10,2 pontos percentuais para o resultado geral.
Tabaco e veículos automotores também apresentaram crescimento. As exportações de tabaco alcançaram US$ 244 milhões, alta de 35,3%, enquanto as vendas de veículos automotores chegaram a US$ 97,1 milhões, crescimento de 15,1%.
Entre os principais mercados, a União Europeia foi o destaque em agosto. As exportações para o bloco chegaram a US$ 295 milhões, aumento de 136,2% em relação ao mesmo período de 2025. O mercado respondeu por 19,5% das vendas industriais gaúchas.
O tabaco teve papel importante nesse resultado, com US$ 138 milhões em exportações para a União Europeia, crescimento de 187,2%. Desse total, US$ 130 milhões correspondem a folhas de tabaco destaladas.
As vendas para o Oriente Médio também cresceram. Foram US$ 110 milhões em agosto, alta de 56,2%. O setor de alimentos concentrou a maior parte desse avanço, com US$ 90,3 milhões em exportações, aumento de 114%.
Por outro lado, os embarques para alguns dos principais parceiros comerciais do Estado recuaram. Para os Estados Unidos, as exportações industriais somaram US$ 126 milhões, queda de 1,9%. O país representou 8,3% das vendas gaúchas.
Na Argentina, foram US$ 127 milhões em exportações, retração de 2,1%. O segmento de máquinas e equipamentos teve o maior impacto negativo, com vendas de US$ 29 milhões, queda de 32,2%.
Já para a China, as exportações industriais caíram 34,2%, chegando a US$ 55 milhões. O setor de alimentos foi o principal responsável pela redução, com queda de 60% e vendas de US$ 17,2 milhões. As carnes bovinas congeladas, que haviam movimentado US$ 22,7 milhões em agosto de 2025, não tiveram embarques para o mercado chinês no mesmo mês deste ano.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, apesar do crescimento registrado em agosto, o cenário exige cautela. Segundo ele, o desempenho positivo em mercados como a União Europeia e o Oriente Médio contrasta com a retração nas vendas para Estados Unidos e China.
Bier também defendeu a reversão das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições consideradas mais favoráveis ao investimento, incluindo a redução dos juros, como fatores necessários para uma expansão mais consistente das exportações.
Importações
As importações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1,1 bilhão em agosto, queda de 18% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valores, a retração foi de US$ 247 milhões.
Entre as principais categorias, as compras de combustíveis e lubrificantes somaram US$ 72,6 milhões, recuo de 71,3%. As importações de bens intermediários chegaram a US$ 713 milhões, queda de 5%, enquanto os bens de consumo totalizaram US$ 126 milhões, redução de 16,4%.
A pesquisa completa do Sistema FIERGS está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.
Fonte: FIERGS

