Exame toxicológico passa a ser exigido para primeira CNH de carros e motos no RS

A partir de 1º de setembro, candidatos à primeira habilitação no Rio Grande do Sul terão de apresentar exame toxicológico negativo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B, destinadas a motocicletas e carros.
Segundo o Detran-RS, a nova exigência pode aumentar o prazo para conclusão do processo de habilitação, já que a Permissão para Dirigir (PPD) só será emitida após o laboratório registrar o resultado negativo no sistema federal.
Até agora, o exame era obrigatório apenas para motoristas das categorias profissionais C, D e E.
Como será o exame
O teste busca identificar o consumo de substâncias como anfetaminas, canabinoides e opiáceos. A análise considera um período retrospectivo de 90 a 180 dias antes da coleta, dependendo do material biológico utilizado.
A coleta deverá ser feita em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O candidato deve consultar a lista oficial para verificar os locais disponíveis em seu município.
O valor do exame é definido por cada laboratório e fica, em média, em R$ 130.
Em caso de resultado positivo, o candidato terá de realizar um novo exame até obter um laudo negativo.
Quem já iniciou o processo não será afetado
A exigência não vale para quem já iniciou ou iniciar o processo de habilitação até 31 de agosto. Nesses casos, o exame toxicológico não será necessário.
A mudança ocorre em um momento de aumento na procura pela primeira CNH no Estado. Segundo o Detran-RS, entre janeiro e julho de 2026 foram abertos, em média, quase 27 mil novos processos de habilitação por mês.
O crescimento acompanha as novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entraram em vigor em janeiro e tiveram como objetivo reduzir os custos para obtenção da carteira.
Fonte: GZH

