
O Tribunal do Júri está julgando, nesta quinta-feira (24), o enfermeiro e ex-bombeiro Luís Antônio Müller, 62 anos, pela acusação de homicídio, agravada por meio cruel e feminicídio, da esposa Jussara Scartão Fagundes Müller, de 54 anos. O julgamento iniciou pela manhã, no Salão do Júri da Comarca de Ijuí e é presidido pelo juiz Eduardo Giovelli.
De acordo com o Ministério Público, a agressão que levou à morte de Jussara teria ocorrido entre os dias 28 e 29 de janeiro de 2023. Na ocasião, o acusado teria aplicado golpes na vítima com um instrumento contundente, além de desferir socos, tapas, empurrões e chutes, causando ferimentos gravíssimos.
Acusação
A denúncia sustenta que o réu teria assumido o risco de causar a morte, de forma dolosa e consciente, o que teria sido agravado pela demora em chamar o socorro. Conforme a denúncia, a vítima teria sido mantida em casa, inconsciente e em estado de coma ao longo de várias horas.
O Ministério Público também aponta que Luís teria conhecimento sobre a gravidade dos ferimentos devido a sua atuação como bombeiro militar e pela sua formação em Enfermagem.
Jussara morreu em 1º de fevereiro de 2023, no Hospital de Caridade de Ijuí, em decorrência dos ferimentos.
Histórico
A denúncia do Ministério Público afirma que, antes do crime, as agressões à vítima eram frequentes, com maior violência a partir de dezembro de 2022. Nesse sentido, o crime teria ocorrido por razões da condição do sexo feminino, decorrente de violência doméstica e mediante menosprezo à condição de mulher.
O crime será julgado como homicídio qualificado por meio cruel e, como agravante, feminicídio, e não como crime autônomo de feminicídio, pois ocorreu antes da mudança da legislação.
Defesa
Em nota, a defesa de Luís Antônio Müller afirma que irá apresentar provas técnicas e testemunhais para sustentar a inocência do acusado.
Fonte: GZH

