Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão teve como motivo uma infração disciplinar por abandono de cargo.
Segundo a portaria publicada no Diário Oficial da União, Eduardo faltou ao serviço injustificadamente por mais de 30 dias consecutivos. A determinação foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na sexta-feira (18).
Eduardo estava afastado das funções na PF para exercer o mandato de deputado federal. Ele foi eleito por São Paulo, mas teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados em 18 de dezembro de 2025 por excesso de faltas às sessões deliberativas.
De acordo com o Ministério da Justiça, Eduardo não recebe salário da Polícia Federal desde 2015, quando assumiu o primeiro mandato e se licenciou do cargo. Ainda segundo a pasta, após a perda do mandato, no fim de 2025, a remuneração como escrivão não foi restabelecida.
Com a demissão, Eduardo encerra o vínculo com a carreira de escrivão da PF, que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e possibilidade de progressão salarial.
Condenação no STF
A demissão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por unanimidade, um recurso da defesa de Eduardo contra sua condenação por tentativa de interferir no processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eduardo foi condenado em junho deste ano a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, além de ficar inelegível por 12 anos.
Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo teria atuado nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no processo contra Jair Bolsonaro.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Ele afirma que deixou o Brasil por considerar que sofria perseguição política e jurídica.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão no processo relacionado à trama golpista e cumpre prisão domiciliar.
Fonte: gzh

