
A Defesa Civil Estadual confirmou, na manhã desta sexta-feira, em coletiva de imprensa virtual, uma morte e cinco pessoas feridas após o temporal da última quinta no Rio Grande do Sul, devido à passagem de um ciclone extratropical formado no Uruguai e que avança ao oceano. Até o momento, 118 municípios gaúchos reportaram ocorrências, a maioria em razão de danos causados pelo vento, e alguns pelo granizo, mas o número pode aumentar, já que municípios ainda estão enviando dados, que podem levar até de dois a três dias para uma consolidação final. Às 17 horas, haverá nova atualização.
O órgão informou que há dias já monitorava a situação e os potenciais perigos da tormenta junto aos municípios, concessionárias de energia elétrica e água, entre outros. A vítima fatal é de Montenegro, no Vale do Caí. Um motociclista de 33 anos transitava pela ERS 124 por volta das 21h50min quando foi atingido por uma árvore. A Defesa Civil Estadual não informou a dinâmica do acidente, se o vegetal caiu sobre ele ou se ele já estava no local quando a motocicleta colidiu, dizendo que precisa de laudos da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para esta aferição.
Três pessoas ficaram feridas em Dom Feliciano: dois deles trabalhadores que sofreram queimaduras enquanto fritavam alimentos, um deles de terceiro grau, e uma senhora atingida por uma estrutura na Expo Dom Feliciano, feira que ocorre até domingo, e que também teve parte de sua construção destruída. Outro ficou ferido em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Trata-se também de um motociclista que enroscou em um fio durante o temporal.
A Defesa Civil Estadual também não confirmou a dinâmica da ocorrência, mas, de maneira preliminar, disse que ele estaria sendo atendido na chamada sala vermelha do hospital local. Em Osório, no Litoral Norte, houve o quinto ferido. Um militar se feriu enquanto trafegava pelo município, e foi atingido por um estilhaço que acertou o para-brisa no veículo. A princípio, disseram as representantes da Defesa Civil Estadual, não houve ferimentos graves.
Um tornado foi confirmado em Pedro Osório, no Sul gaúcho. A diretora do Departamento de Gestão de Riscos do órgão, Ana Maria Hermes, disse não descartar que outros podem ter ocorrido, mas não foram registrados ou reportados em razão de o RS “ter uma grande área desurbanizada”. Outros impactos citados pela adjunta do Departamento de Gestão de Desastres do órgão, Franciele Anziliero, foram os destelhamentos de 120 casas em Novo Hamburgo e 90 em Sapiranga, também no Vale do Sinos, contudo diversas outras localidades igualmente registraram prejuízos.
As militares da Defesa Civil Estadual informaram ainda na coletiva de imprensa “danos críticos” nos hospitais de Rio Pardo e Portão, que tiveram parte dos telhados arrancados pelo vento. Por sua vez, a ventania atingiu uma média de 120 quilômetros por hora na área cujos telefones celulares receberam o alerta do cell broadcast, incluindo quem estava em Porto Alegre e municípios do entorno, na noite de quinta.
Fonte: Correio do Povo

