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SANTO ÂNGELO
07 de outubro de 2026
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Estado

Conselho Tutelar recebeu denúncias de que mulher morta junto da filha em Candelária expunha a adolescente à prostituição

  • outubro 7, 2026
  • 4 min read
Conselho Tutelar recebeu denúncias de que mulher morta junto da filha em Candelária expunha a adolescente à prostituição

Órgãos de proteção já acompanhavam a família de Patrícia Cristina Pereira, 31 anos, e da filha Karolayne Cristina Costa, 13, meses antes de mãe e filha serem assassinadas na zona rural de Candelária, no Vale do Rio Pardo.

A situação ganhou atenção do Conselho Tutelar após moradores procurarem o órgão e denúncias serem encaminhadas ao Disque 100. Os relatos apontavam possíveis situações de risco envolvendo Karolayne, principalmente após Patrícia abrir um bar ao lado da residência, na localidade de Passa Sete.

Segundo as denúncias, o estabelecimento seria utilizado como ambiente de prostituição e a adolescente era vista no local junto da mãe.

Um ofício do Conselho Tutelar, datado de 11 de setembro, encaminhado ao Ministério Público, à Polícia Civil e ao Judiciário de Candelária, apontava a necessidade de providências relacionadas à guarda dos quatro filhos de Patrícia.

O documento mencionava possíveis riscos à integridade física, psicológica, moral e sexual das crianças e pedia uma avaliação urgente da situação familiar.

Ministério Público acompanhava o caso

O Ministério Público confirmou o recebimento do documento e informou que instaurou, em 11 de setembro, um expediente para acompanhar a situação da família, antes das mortes.

Após o crime, foram solicitadas novas diligências à rede de proteção para avaliar as condições de convivência familiar e o bem-estar das crianças. A prioridade, segundo o MP, é identificar familiares que possam assumir a guarda provisória.

Patrícia também era mãe de dois bebês gêmeos, de nove meses, que estavam sob os cuidados de uma babá no dia do crime. Atualmente, eles estão sob guarda provisória da avó paterna. A filha de 10 anos vive com uma babá desde os dois anos de idade, embora ela não tenha a guarda legal da criança.

O Conselho Tutelar informou que continua acompanhando a situação, mas não forneceu detalhes devido ao sigilo necessário para preservar as crianças.

Polícia realizou operações em casas noturnas

A Polícia Civil informou que irá verificar o recebimento do ofício do Conselho Tutelar. A corporação também realizou, em conjunto com a Brigada Militar e o Conselho Tutelar, duas operações em casas noturnas de Candelária para apurar possíveis casos de exploração sexual de crianças e adolescentes.

As ações ocorreram em maio e em 25 de setembro, dois dias antes das mortes. Segundo a polícia, nenhuma irregularidade foi identificada nas fiscalizações.

Homenagem a Karolayne

Karolayne, filha mais velha de Patrícia, tinha 13 anos e estudava no 8º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Dinarte, na localidade de Passa Sete.

Após a morte da adolescente, a escola realizou uma homenagem com a participação de professores, funcionários e estudantes. Foram plantados girassóis e instalada uma placa com a mensagem: “Cultivamos lembranças, amizade e carinho”.

Segundo a diretora Mara Regina Steindorff, Karolayne tinha vários amigos na escola e mantinha uma rotina de convivência com os colegas.

Relembre o crime

Patrícia Cristina Pereira e Karolayne Cristina Costa foram encontradas mortas na tarde de terça-feira (29), dentro da casa onde moravam, no interior de Candelária. Segundo a investigação, as duas foram mortas a facadas.

A polícia acredita que o crime tenha ocorrido entre a madrugada de domingo (27) e a segunda-feira (28), possivelmente enquanto mãe e filha dormiam. O autor teria arrombado uma porta da cozinha para entrar na residência e utilizado o mesmo acesso para fugir.

A Brigada Militar foi acionada pela cuidadora dos outros filhos de Patrícia.

A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com três suspeitos, mas ninguém foi preso até o momento. Celulares das vítimas e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisados. A hipótese de feminicídio também não foi descartada.

A investigação conta com a participação da Polícia Civil e da Brigada Militar de Candelária e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Cruz do Sul.

Fonte: GZH

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Carolina Gomes

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