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SANTO ÂNGELO
11 de julho de 2026
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Opinião

Choro criança

  • julho 11, 2026
  • 2 min read

A garotada chorou no dia 05/07/2026, coincidência ou não, se somarmos 07+05+20+26= 58, logo, 1958, o Brasil conquistou seu primeiro mundial, depois, vieram 1962, 1970, 1994 e 2002, no entremeio 1970/1994, também nós choramos de tristeza, outras, de raiva, ainda, de indignação, porque se foram 24 (vinte quatro) anos, sem títulos, porém, um céu de alegria veio com o tetra, extravasamos alegria, emoção, lágrimas felizes deslizaram pela face, em 2002, colhemos o Penta!
Todavia, caro leitor, é impossível ganhar sempre, conquistar todas as copas, podemos até tentar impedir que outros vençam, empenhar-se ao máximo, porém, do outro lado estão os demais selecionados nacionais, realizando esforços gigantescos, para derrubar nosso escrete, somos o maior vencedor de copas até o momento, isso perdurará até 2030, quando poderá ou não, haver mudanças.
Entre as décadas de – 1950/1960/1970 -, obtivemos três títulos, um para cada uma delas, períodos em que os atletas possuíam salários moderados e atuavam principalmente no futebol brasileiro, vestiam a camisa do suor, sangue e amor pátrio, vitrine, para alcançar uma convocação para a seleção, o que dependia do futebol e de uma identidade vencedora, porém, na atualidade os empresários escalam a seleção e, na CBF, até ministro do STF, escala dirigentes!
Longe vai o tempo em ver-se atletas com “sangue paraguaio/argentino,” lutando pelo Brasil, qual soldado na guerra defendendo a Bandeira Nacional, além de tudo isso, cada qual quer jogar sozinho…, não há mais o futebol coletivo de Pelé, Garrincha, Rivelino, Gerson, Tostão, Jairzinho, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho e outros tantos, os atuais estão envoltos em vaidade, da chuteira ao cabelo, parecendo vedetes no palco!
O choro criança vai além da criança, são os jovens, os adultos, os longevos, com o rosto em pranto, lagrimando copiosamente, repito aqui, não venceremos sempre, por vezes seremos vencidos, todavia, com a camisa enxarcada de brasilidade, de suor pelo nosso chão, agir hoje, para tentar modificar o amanhã e colher lágrimas de alegria…, utopia, talvez, mas sonhar ainda é permissível!

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Renato Schorr

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