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SANTO ÂNGELO
25 de julho de 2026
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Cerca de quatro mil pessoas vivem no meio rural de Santo Ângelo e 30% tem mais de 60 anos

  • julho 25, 2026
  • 3 min read
Cerca de quatro mil pessoas vivem no meio rural de Santo Ângelo e 30% tem mais de 60 anos

O envelhecimento da população rural e as dificuldades na sucessão familiar tornaram-se uma das maiores preocupações para o futuro da produção agrícola em Santo Ângelo, especialmente no segmento da agricultura familiar. Dados do Censo do IBGE revelam que, das 4.080 pessoas que declararam residir no meio rural do município, 1.259 têm mais de 60 anos, o que representa 30,85% do total de habitantes do interior.

O levantamento do IBGE mostra ainda que a faixa etária adulta, entre 30 e 59 anos, soma 1.598 pessoas (39,16%), enquanto os jovens e crianças de até 29 anos totalizam 1.223 moradores (29,97%). Apesar dos indicadores apontarem um cenário desafiador em relação ao êxodo jovem, a engenheira-agrônoma e chefe do escritório da Emater em Santo Ângelo, Márcia Dezen, avalia que a sucessão no campo continua viável se houver políticas públicas integradas entre as esferas municipal, estadual e federal.

“Embora existam regiões em que o envelhecimento da população e o êxodo dos jovens indiquem um cenário de difícil reversão, isso não significa que a sucessão rural seja inviável. Medidas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à inovação, à capacitação e à qualidade de vida no campo ainda podem favorecer a permanência e o retorno de jovens às propriedades”, analisa a chefe da Emater.

PERMANÊNCIA E RENOVAÇÃO NO CAMPO

Algumas ações são citadas como essenciais, como assegurar assistência técnica pública, com foco voltado ao atendimento dos jovens e adultos ativos. Outro ponto considerado fundamental é melhorar a rentabilidade da atividade rural, para que permanecer no campo seja uma opção economicamente atrativa.

Também é citada como uma ação importante a ampliação do acesso à tecnologia, como agricultura de precisão, automação e conectividade, tornando o trabalho mais eficiente e alinhado às expectativas das novas gerações. “Isso aliado a diversificar as fontes de renda, agregando valor à produção, desenvolvendo agroindústrias, turismo rural ou comercialização direta, é uma medida importante para manter o produtor no campo”.

“Além disso, investir em educação e capacitação, com formação técnica, gestão rural e empreendedorismo e facilitar o acesso ao crédito para jovens agricultores que desejam assumir ou modernizar a propriedade.Incluindo aí o planejamento da sucessão com antecedência, envolvendo a família na definição de responsabilidades,patrimônio e objetivos do negócio”, avalia.

Igualmente é destacado que existe a necessidade de melhorar a infraestrutura no meio rural, incluindo internet de qualidade, saúde, educação e transporte, fatores que influenciam diretamente a decisão de permanecer no campo.
A especialista ressalta também a importância do planejamento sucessório antecipado dentro das próprias famílias, envolvendo os filhos desde cedo na gestão, na definição de responsabilidades e nos objetivos do negócio rural.

Redação Grupo Missões 

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Lara Santos

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