
Entre janeiro e julho de 2026, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou 139 ocorrências de crimes relacionados à pornografia infantojuvenil e à divulgação de cenas de estupro, sexo ou pornografia envolvendo menores de 18 anos no Rio Grande do Sul.
Do total, foram 62 casos de pornografia infantojuvenil e 77 de divulgação de cenas de estupro, sexo ou pornografia. O número representa um aumento de 51% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 92 casos.
Segundo a Polícia Civil, o crescimento pode estar relacionado a diferentes fatores, como o aumento das denúncias, a maior utilização da internet por crianças e adolescentes, o aprimoramento das investigações policiais e os mecanismos adotados pelas plataformas digitais para identificar e comunicar conteúdos suspeitos.
Meninas são maioria entre as vítimas
As vítimas identificadas nos casos registrados neste ano tinham entre seis e 17 anos. Entre elas, 73 eram meninas e oito eram meninos, o que representa quase 90% das vítimas identificadas do sexo feminino.
A polícia alerta que nem sempre é possível identificar imediatamente a origem das imagens encontradas nos dispositivos. Muitos desses conteúdos circulam entre diferentes países.
O perfil dos autores também é variado e, segundo a Polícia Civil, envolve pessoas de diferentes classes sociais e profissões. A maioria, porém, é formada por homens.
Casos foram registrados em 63 municípios
As 139 ocorrências contabilizadas entre janeiro e julho foram registradas em 63 municípios gaúchos. Porto Alegre e Canoas aparecem entre as cidades com maior número de registros, repetindo a tendência observada no ano anterior.
Como proteger crianças e adolescentes na internet
Entre as orientações da Polícia Civil estão:
- Estabelecer regras para o uso da internet e dos aplicativos;
- Orientar crianças e adolescentes a não compartilhar informações pessoais;
- Ensinar a não aceitar contato de pessoas desconhecidas;
- Manter um espaço de diálogo aberto e de confiança;
- Acompanhar o uso de celulares, computadores e outros dispositivos;
- Utilizar ferramentas de controle parental para restringir o acesso a determinados conteúdos.
Sinais que merecem atenção
Mudanças repentinas no comportamento também podem indicar que algo não está bem. Entre os sinais estão:
- Isolamento social;
- Perda de interesse em atividades;
- Uso excessivo ou escondido das redes sociais;
- Queda no desempenho escolar;
- Mudança repentina no vocabulário;
- Agressividade;
- Alteração na rotina de sono;
- Comportamentos diferentes do habitual.
Como denunciar
Casos suspeitos podem ser denunciados pelos canais:
0800 642 6400 – Divisão Especial da Criança e do Adolescente da Polícia Civil
181 – Disque-Denúncia
197 – Polícia Civil
190 – Brigada Militar
Disque 100 – Disque Direitos Humanos
SaferNet Brasil – Central Nacional de Denúncias.
Fonte: gzh

