Cármen Lúcia acompanha voto de Moraes para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação
Carolina Gomes
- abril 21, 2026
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, seguiu o voto do relator Alexandre de Moraes para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral. O caso está em análise no plenário virtual da Corte, e o relator propôs pena de um ano de prisão em regime aberto.
A ação teve origem em uma publicação feita por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Em 2021, ele afirmou que um projeto de lei apresentado por Tabata, que tratava da distribuição gratuita de absorventes, atenderia a interesses empresariais ligados ao empresário Jorge Paulo Lemann.
Ao votar, Moraes considerou que houve difamação. Com o acompanhamento de Cármen Lúcia, o placar parcial chega a dois votos favoráveis à condenação. O julgamento segue aberto até 28 de abril, com outros oito ministros ainda a se manifestar.
A defesa do ex-deputado sustenta que as declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar.
Em meio ao julgamento, Eduardo Bolsonaro voltou a comentar o caso nas redes sociais. Ele publicou imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, evento que contou com a presença de Moraes, e criticou a atuação do ministro.
Até o momento, Tabata Amaral não se pronunciou publicamente sobre o andamento da votação.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato após acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

