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SANTO ÂNGELO
22 de outubro de 2026
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Política

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro chegam a acordo para abertura de sigilos

  • outubro 22, 2026
  • 4 min read
Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro chegam a acordo para abertura de sigilos

As campanhas dos candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram ter chegado a um acordo para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ambos. A medida, no entanto, ainda depende de autorização do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo caso. A informação foi divulgada pelo g1 nesta quinta-feira (22).

O documento que formaliza o entendimento é assinado por Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio. Os candidatos têm até as 23h59min desta quinta-feira para apresentar as autorizações necessárias à divulgação das informações.

Mais cedo, a equipe jurídica de Flávio havia afirmado que analisaria os documentos apresentados pela campanha petista antes de fornecer os dados do candidato do PL. Já a defesa de Lula declarou que não se opõe à abertura dos sigilos, mas defendeu que as exigências de transparência sejam aplicadas igualmente aos dois concorrentes.

O compromisso foi motivado por um desafio lançado por Lula durante o debate promovido pela Band no domingo (18). Na ocasião, o presidente propôs que ambos autorizassem a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas.

Campanha de Flávio cobra transparência desde 2003

Em entrevista a jornalistas no TSE nesta quinta-feira, Maria Claudia Bucchianeri afirmou que o desafio foi aceito e que a campanha de Flávio concordou em atender aos pedidos apresentados pelos adversários.

A advogada, porém, destacou que a equipe do candidato do PL exige que as informações de Lula não fiquem restritas aos últimos oito anos, mas abranjam o período desde 2003, quando o petista assumiu a Presidência pela primeira vez.

A campanha de Flávio também cobra informações sobre cartões corporativos, registros de visitas aos palácios presidenciais e outros dados relacionados aos anos de governo.

“Oferecer um telefone que nunca é usado é não oferecer nada. Queremos o telefone que era usado, o telefone do Marcola, Marco Aurélio Santana Ribeiro”, afirmou a advogada, em referência ao ex-chefe de gabinete de Lula.

Maria Claudia declarou ainda que a campanha está preparada para apresentar os documentos assim que forem concluídas as etapas necessárias.

Ao lado da advogada, o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que foi designado pela campanha de Flávio para auditar a documentação apresentada por Lula. Dallagnol também fez críticas ao patrimônio do presidente durante a manifestação à imprensa.

Campanha de Lula inclui familiares e cobra dados de empresa ligada a amigo de Flávio

A equipe jurídica de Lula compareceu ao TSE por volta das 11h desta quinta-feira para apresentar documentos relativos à abertura dos sigilos do presidente, da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e de seus filhos.

Na manifestação encaminhada ao ministro André Mendonça, Lula defendeu que a transparência seja exigida de maneira equivalente dos dois candidatos.

A campanha petista também solicitou que Flávio inclua na divulgação de suas informações os dados da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo do senador.

Segundo a petição apresentada pela defesa de Lula, registros encontrados pela Polícia Federal indicariam que Flávio figurava como “usuário master” de uma conta da empresa em um banco privado. O documento afirma que o vínculo teria sido desfeito após o início da Operação Sem Desconto, em maio de 2025, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A manifestação também menciona uma viagem realizada por Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. Para a campanha petista, as informações relacionadas à Alcazar Holdings devem ser incluídas no procedimento de abertura dos sigilos.

“Quem não deve, não recorta”, afirma a petição apresentada pela equipe de Lula.

O acordo entre as campanhas agora depende da análise do TSE, que deverá avaliar as autorizações e os termos apresentados pelos candidatos.

Fonte: GZHImagem: Renato Pizzutto / Band
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Carolina Gomes

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