As urnas falam
Os resultados futuros das urnas, desconhecemos, enquanto isso, o dia 04 outubro próximo passado deixou seus registros, falou claro em alto e bom tom, no que condiz ao legislativo estadual/federal, basta analisar os resultados, longe, bem longe de pretender lecionar, contudo, a planilha demonstra em fala mansa, aliada, as dos pleitos passados, vê-se manifestações dos eleitores, estes, ao longo dos anos, foram formando conceito sobre candidatos!
Enquanto algumas pessoas mantém-se eternos candidatos, no afã de “cativar” para si, um cargo de confiança no futuro governo, outros merecem convite dos pretendentes às cadeiras máximas, diante da representatividade social do convidado, com efeito de cooptar votos à chapa oficial da grei partidária do convidador, todavia, há uma parcela de trapezistas, após o pleito, trocam de trapézio, não raras vezes, é viés pra ilusão!
O Brasil, necessariamente, está polarizado, ainda que existam diversas siglas partidárias, ao invés de duas, contudo, elas existem porque seus líderes, antes e pós eleições, postulam negociar cargos, assentar-se em cadeiras com salários nababos, infelizmente, os resultados não se traduzem em resultados positivos para a população, essa máxima merece análise e uma possível reforma eleitoral, embora alguém diga, que é uma forma das minorias alcançar espaço!
Em entrevistas de candidatos de Santo Ângelo pós pleito, foi possível perceber frustrações com a não eleição, porém, talvez, a estratégia fosse falha ou desconexão com a realidade, porque não havia votos para múltiplos candidatos, tanto a nível estadual quanto federal, pois, somados todos os votos válidos de Santo Ângelo, não elegeria deputado estadual, à Federal, também não atingiria a votação!
Quando a gente ouve falar em votos aos forasteiro, precisamos compreender que os outros municípios elegeram Eduardo e Sanderson, nossos representantes santo-angelense, até porque os votos válidos de Santo Ângelo ficaram em torno de 43.000 votos, assim, é preciso dizer, fossem canalizados os votos válidos para um único candidato local, dependendo do partido, ficaríamos sem representante a nível estadual, nem federal, desta forma, os votos polarizados, havia tempos, via emendas, são bem-vindos!!
A candidatura é facultativa, o voto é democrático, os leitores possuem voto único para cada cargo, logo, o voto não se multiplica, portanto, para eleger-se, é preciso buscar votos em outros municípios, a exemplo de Luiz Fernando Pires, da pequena São Luiz Gonzaga/RS, a qual conta com apenas 36.000 habitantes!!!

