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SANTO ÂNGELO
18 de abril de 2026
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Opinião

A história das Missões

  • abril 18, 2026
  • 2 min read

Quatro séculos se passaram desde o florescimento das Missões jesuítico-guaranis, e ainda hoje ecoa, entre ruínas e tradições vivas, um dos capítulos mais singulares da formação cultural do sul do Brasil.

Celebrar os quatrocentos anos das Missões não é apenas revisitar o passado, mas reconhecer uma herança que continua moldando identidades, valores e oportunidades no presente.

A cultura missioneira nasce do encontro entre povos originários e a presença jesuítica, gerando uma síntese única de espiritualidade, organização social e expressão artística.

Música – e como não reverenciar os troncos Noel, Jayme, Ortaça e Cenair –, arquitetura, religiosidade e modos de vida foram entrelaçados de forma tão profunda que atravessaram séculos, resistindo ao tempo, às adversidades e às culturas enlatadas.

Esse patrimônio não pertence apenas à memória: ele pulsa nas comunidades, nas festas, na oralidade, nas práticas cotidianas da região, e sobretudo no orgulho de ser missioneiro.

Mais do que um legado histórico, a cultura das Missões revela-se um vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social. O turismo cultural, por exemplo, movimenta cadeias produtivas, gera emprego e fortalece pequenos negócios locais.

De outro lado, iniciativas de valorização da identidade regional estimulam autoestima coletiva, educação patrimonial e pertencimento. Investir em cultura, nesse contexto, não é um luxo — é uma política pública inteligente, capaz de promover inclusão, inovação e crescimento sustentável.

Nesse cenário, ganha destaque a atuação do deputado Eduardo Loureiro, cuja condução à frente da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul foi marcada por governança, sensibilidade e visão estratégica para preservar e espraiar a cultura meridional.

Loureiro, ao reconhecer o potencial transformador da cultura missioneira e ampliar seu protagonismo nas políticas públicas, contribuiu para que o passado não seja apenas recordado, mas efetivamente convertido em um promissor futuro.

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Andrey Régis de Melo

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