Restrição de turnos em escolas do interior é polêmica
Uma medida anunciada pela Secretaria Municipal de Educação de Santo Ângelo está provocando polêmica em comunidades do interior. A questão envolve unificação de séries em turno único, com possível agrupamento de turmas de diferentes anos. A medida envolve as escolas Pedro Krinski, da Barra do São João, que conta com 89 alunos; Escola Nossa Senhora dos Navegantes, da Comunidade Três Sinos, com 49 alunos e Escola Ester Schroeder, do Rincão dos Roratto, que possui 43 alunos.
A desativação de uma escola é sempre lamentável. Redução de turnos, também, pois aponta para o caminho do fechamento da escola. Entretanto, por uma questão ligada essencialmente à redução populacional, a tendência é isso ser cada vez mais comum.
De outra parte, essas questões precisam de ampla discussão com a comunidade escolar. De supetão, só vai gerar polêmica. A preocupação perpassa pela qualidade de ensino, pelo transporte escolar até pelo êxodo rural, já que com a redução da oferta no interior, muitos pais podem optar por residir na cidade e garantir a educação dos filhos. Outra situação é a transferência desses alunos para a rede estadual, provocando uma redução nos valores repassados ao Município. E aí, o tiro sai pela culatra, não reduz custos, mas perde dinheiro.
Saúde pública tem que estar com o poder público
O caso que explodiu nesta semana, mostrando os desvios milionários de recursos da saúde pública em Jaguari, na região central gaúcha, e Embu das Artes, em São Paulo, é a prova de que tem coisas que não podem sair das mãos do poder público. A saúde pública é uma delas.
Terceirizaram a gestão de UPAs e hospitais públicos, ou seja, entregaram para a iniciativa privada, e o resultado foi desvio de recursos, com criação de convênios fictícios, gastos superfaturados e outras maracutaias. E não foi o primeiro caso. Vários do mesmo tipo já foram divulgados.
Saúde pública é um enorme desafio aos gestores, pois a demanda é sempre crescente. Todavia, quem se coloca à disposição para administrar um município, estado ou país, tem que estar preparado para isso.
Sujeira entope bocas-de-lobo
A foto mostra o que acarreta no entupimento das bocas de lobo e provoca problemas. Lixo jogado nas ruas vai para a sarjeta e, conseqüentemente, para as bocas de lobo. Alagamentos e mau cheiro são os fatores gerados por essa atitude.
Não adianta apenas cobrar do poder público, que precisa realmente fazer a sua parte, mas se a sociedade não cuidar, a situação nunca será resolvida.
Avançam obras dos 400 anos das Missões
Nesta semana, a assinatura para início das obras do Centro de Interpretação do Caaró e do Caminho do Peregrino marca o avanço das obras dos 400 anos das Missões. O ato foi realizado em Caibaté, quando o prefeito Daniel Herter, e s secretário estadual da Cultura, deputado Eduardo Loureiro assinaram a ordem de serviço. O secretário estadual do Turismo, Ronaldo Santini, também participou do evento.
O projeto, que integra as comemorações dos 400 anos das Missões, representa um investimento de R$ 3 milhões do Governo do Estado, com contrapartida de R$ 300 mil da Prefeitura de Caibaté. O Santuário do Caaró é um dos locais mais significativos da história missioneira. Foi cenário da morte de dois santos da Igreja Católica — os padres Roque Gonzales e Afonso Rodrigues — e também abrigou uma redução jesuítica em meados de 1600, posteriormente atacada por bandeirantes. O espaço é reconhecido como um importante marco religioso, histórico e cultural do Rio Grande do Sul.
A partir do Centro de Interpretação será implantada uma alameda de árvores de erva-mate, com cerca de dois quilômetros de extensão, ligando a BR-285 à entrada do santuário. O percurso, denominado Caminho do Peregrino, contará com estruturas de apoio e painéis informativos sobre os Santos Mártires, proporcionando aos fiéis e turistas um trajeto aprazível e enriquecedor.
Perguntar não ofende
Segundo a Folha de S. Paulo, deputados federais e senadores estão prestes a aprovar a chamada “emenda Papai Noel”. São mais de R$ 3 milhões em emendas para cada integrante das comissões. Isso extra dos já R$ 61 bilhões em emendas anuais. E não ficam nem vermelhos?
Só para lembrar
Parece até piada, mas nesta semana, o ministro André Mendonça, do STF, afirmou que quer saber de Lula quais os critérios para nomear Jorge Messias para a Suprema Corte. Ora, o mesmo critério de sempre: decisão pessoal. Foi assim que todos os integrantes do STF foram nomeados até hoje, incluindo o próprio Mendonça, cuja principal qualidade definida pelo então presidente Bolsonaro era ser “terrivelmente evangélico”.
Para refletir
“Como culpar o vento pela desordem feita se fui eu quem deixou a janela aberta”.
Mário Benedetti

