
Entrou em vigor o novo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis. Os valores foram definidos ainda em 2025 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os Estados e o governo federal.
Apesar de o ICMS ser um tributo estadual, desde 2022 a cobrança passou a seguir valores fixos e padronizados em todo o país, substituindo os percentuais que variavam conforme cada Estado.
Com o reajuste, a gasolina teve aumento de R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,57, alta de 6,8%. No diesel, o acréscimo foi de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17, o que representa aumento de 4,4%. Já o gás de cozinha (GLP) ficou R$ 1,05 mais caro por botijão, alta de 5,7%.
A adoção de valores fixos trouxe maior previsibilidade para a cadeia de combustíveis, segundo as secretarias estaduais da Fazenda. No entanto, os reajustes têm superado a inflação e acabam influenciando outros preços da economia. A metodologia utilizada leva em conta os valores médios de mercado apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O repasse ao consumidor final depende de toda a cadeia econômica, especialmente do varejo. Relatos indicam aumentos de até R$ 0,50 no preço da gasolina em alguns postos.
No Rio Grande do Sul, conforme a última pesquisa da ANP, realizada em 27 de dezembro, os preços médios são:
Gasolina: R$ 6,18
Diesel: R$ 6,06
Gás de cozinha (botijão de 13 quilos): R$ 114,35

