Prorrogada prisão de PM suspeito do desaparecimento da famÃlia Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça autorizou a prorrogação da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento no desaparecimento da famÃlia Aguiar, de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A medida atende solicitação da PolÃcia Civil.
O PM foi preso no dia 10 de fevereiro. A prorrogação por 30 dias foi autorizada pela Justiça na noite de segunda-feira (9) e confirmada para a RBS TV na manhã desta terça (10). Cristiano é ex-marido de Silvana de Aguiar, de 48 anos, Ela e os pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
O g1 entrou em contato com o advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, que não retornou até a mais recente atualização desta reportagem. A principal linha de investigação é de que se trata de feminicÃdio (contra Silvana), duplo homicÃdio (pais dela) e ocultação de cadáveres.
Na semana passada, a PolÃcia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um amigo do PM. O homem, que não é investigado e presta depoimento apenas como testemunha, foi citado por Cristiano como alguém com quem teria jantado na noite em que Silvana desapareceu. O objetivo é checar o álibi.
Na residência, os policiais apreenderam um celular, um pen drive, um HD externo e um videogame. Conforme a polÃcia, o telefone foi apreendido para que seja checada a geolocalização, mensagens de texto que tenham sido trocadas com o suspeito e outros dados.
Já o videogame foi apreendido para verificar se o dispositivo foi conectado à rede Wi-Fi da casa de Cristiano naquela noite. O amigo disse à polÃcia que passou a noite de 24 de janeiro na casa de Cristiano, onde também estava o filho do suspeito, e eles teriam jogado videogame até a madrugada do dia 25.
Na ocasião, o advogado de Cristiano disse que ficou surpreso com as buscas na casa desse amigo, já que ele é uma testemunha indicada pela própria defesa.
“Bastaria solicitar a entrega do aparelho para perÃcia, o que seria feito com o intuito de colaborar com as investigações, da mesma forma que foi a franquia no sÃtio deixado pelo pai de Cristiano e demais atos colaborativos”, destaca.
Fonte: G1RSÂ

