PolÃcia prende professor de Direito suspeito de crimes sexuais no RS

A PolÃcia Civil prendeu de forma temporária o professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa na manhã desta sexta-feira (26) por suspeita de ter cometido crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre. Os casos teriam acontecido entre 2013 e 2025, conforme relatos obtidos pela investigação da PolÃcia Civil.
Rosa foi preso em casa, em Porto Alegre. Detalhes do caso devem ser divulgados em coletiva de imprensa prevista para as 10h30min desta sexta-feira no Centro Administrativo de Contingência (CAC), na sala de reuniões da chefia da polÃcia, na Capital.
Pelo menos 12 mulheres afirmam ter sido vÃtimas do professor, registraram ocorrência e prestaram depoimento à polÃcia. Por se tratarem de supostos crimes sexuais, a PolÃcia Civil não informa detalhes da investigação, mas diz que a apuração conta com histórias semelhantes entre si e que as possÃveis vÃtimas passarão também por perÃcia psicológica.
São narrativas de supostos estupros, agressões durante relações sexuais e violência psicológica. A delegada Fernanda Campos Hablich investiga o caso e apura também se a posição de poder do professor pode ter gerado medo e vergonha nas mulheres.
Por meio do perfil no Instagram, o professor afirmou que “a verdade dos fatos se sobressairá” e que “repudia violência contra a mulher”. Em nota, o seu advogado, Paulo Fayet, avaliou a prisão temporária como “desproporcional” e disse que vai entrar com pedido de habeas corpus em favor do cliente.
Por meio de nota, a FMP disse que “o desligamento foi definido em caráter administrativo”, “sem juÃzo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à instituição”. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) informa que “decidiu abrir, de ofÃcio, processo ético-disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina para apuração dos fatos e responsabilização”.
A advogada das supostas vÃtimas, Gabriela Souza, disse em nota que “todas as medidas judiciais cabÃveis já foram tomadas, inclusive em razão de Medida Protetiva de Urgência vigente”. Conrado Paulino da Rosa trabalhava na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) de Porto Alegre, de onde foi demitido em 18 de setembro. A instituição não informa o motivo da dispensa, mas a RBS TV apurou que a decisão foi tomada após o inÃcio da investigação da polÃcia.
Fonte: GZHÂ

