PF encontra menções a Toffoli no celular de Vorcaro e pede suspeição do ministro

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pediu a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do processo envolvendo o Banco Master, após encontrar menções ao magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Por conta do novo achado a partir de perícias nos aparelhos de Vorcaro, a direção da PF optou por entregar um relatório ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O encontro ocorreu na última segunda-feira (9).
Em nota, Toffoli diz que o pedido de suspeição é embasado em “ilações” e que a PF não tem legitimidade para pedir afastamento do ministro.
“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz texto encaminhado pelo gabinete de Toffoli.
Como relator, Toffoli deveria ser o destinatário de novas informações sobre as investigações. Todavia, como ele mesmo está citado, a PF repassou o material para Fachin avaliar que medida deve ser adotada.
A agenda de Fachin registra encontro com o diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, na segunda-feira, às 11h30min. O tema do encontro anotado é genérico: “Fluxo processual ordinário”.
Segundo fonte do tribunal que teve acesso ao documento, o pedido da PF destaca trechos de diálogos registrados em aparelhos de Vorcaro com menções ao nome de Toffoli. Além de citações, o site UOL noticiou que há conversas entre o próprio Vorcaro e o ministro do Supremo. A informação foi confirmada ao Estadão por pessoas com acesso ao resultado da investigação.
Após ser informado do caso, Fachin abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação do Master.
Fonte: GZH

