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SANTO ÂNGELO
02 de abril de 2026
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Pesquisa aponta diagnóstico de autismo, em média, aos 9 anos no Brasil

  • abril 2, 2026
  • 2 min read
Pesquisa aponta diagnóstico de autismo, em média, aos 9 anos no Brasil

Dados do Mapa Autismo Brasil (MAB), levantamento inédito no país, indicam que o diagnóstico de pessoas no espectro autista ocorre, em média, aos 9 anos de idade. Os resultados completos serão divulgados no dia 9 de abril, mas parte das informações já foi antecipada.

Entre os respondentes, 54,7% receberam o diagnóstico antes dos cinco anos. A principal motivação para a investigação foi a dificuldade de comunicação, citada por 74,7% dos participantes. Outros sinais relatados incluem hiperfoco, baixa interação social, movimentos repetitivos, seletividade alimentar, sensibilidade sensorial, ansiedade, depressão, TDAH e TOC.

Em relação às terapias, 53,2% das pessoas autistas realizam psicoterapia atualmente. A pesquisa também aponta que 23,2% fazem musicoterapia e 5,2% equoterapia. Já o acompanhamento com fonoaudiólogos foi mais comum na infância, citado por 21% dos participantes.

O levantamento mostra ainda que 74,9% das pessoas no espectro são verbais, enquanto 25% não utilizam a fala. Quanto à renda, 36,2% possuem rendimento superior a quatro salários mínimos, enquanto 10% vivem com menos de um salário mínimo.

A maioria dos respondentes é composta por homens (68,3%), seguida por mulheres (25,5%). Em relação à cor ou raça, 54,6% se declaram brancos, 35% pardos e 5,6% pretos.

No campo educacional, 54,3% dos participantes são estudantes. Parte significativa possui escolaridade incompleta: 32,5% não concluíram o ensino fundamental e apenas 5,5% chegaram ao ensino superior.

Durante a trajetória escolar, 37,4% necessitaram de mediador ou monitor, enquanto 37% estudaram em turmas reduzidas. Outros 30,7% utilizaram salas de recursos e 19,3% tiveram plano de ensino individualizado. Ainda assim, 31,7% afirmaram não ter precisado de suporte específico.

Sobre benefícios, 80,4% das pessoas autistas e 64,9% dos cuidadores recebem algum tipo de auxílio. Entre os mais utilizados estão o cartão de identificação, vagas para pessoas com deficiência, passe livre e isenção de IPVA.

A maior parte dos diagnósticos ocorreu na rede privada de saúde (58,8%), enquanto 21,4% foram realizados na rede pública e 18,6% por meio de planos de saúde.

O Mapa Autismo Brasil é o primeiro levantamento não governamental voltado ao perfil sociodemográfico de pessoas com autismo no país. A pesquisa reúne respostas de 28.812 participantes de todos os estados, incluindo adultos diagnosticados e cuidadores de pessoas que não podem responder ao questionário.

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Carolina Gomes

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