PerÃcia da PF aponta ‘execução grosseira’ na violação de tornozeleira de Bolsonaro e danos ‘compatÃveis’ com ferro de solda

O laudo de conclusão da perÃcia realizada pela PolÃcia Federal (PF) na tornozeleira eletrônica violada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar aponta que os danos ao material “apresentam caracterÃsticas de execução grosseira, o que sugere que a ferramenta foi utilizada sem precisão técnica.”
A tornozeleira foi analisada por peritos do Instituto Nacional de CriminalÃstica. Os peritos testaram a possibilidade de que o instrumento utilizado para danificar o aparelho fosse um ferro de solda, como informado pelo próprio ex-presidente à época, e constataram que “as caracterÃsticas fisicas das áreas testadas com ferro de solda são compatÃveis com o aspecto do dano no material questionado.”
“O aspecto fÃsico e as análises realizadas na área danificada sugerem que na tornozeleira eletrônica foi empregada uma fonte de calor concentrado com ferro em sua composição. Testes realizados com ferro de solda na superfÃcie do material questionado exibiram aspectos compatÃveis com os danos verificados.”, conclui o documento.
Em outro ponto do documento, os peritos apontam que é possÃvel identificar que um dos pontos de dano no material “o invólucro teve pontos de penetração total, expondo a bateria do equipamento em seu interior, o que, tipicamente, é suficiente para o acionamento de alarmes de integridade ou de violação.”
Violação justificou prisão preventiva
Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro em uma sala da Superintendência da PF em BrasÃlia após violar a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.
No dia 25 de novembro, Moraes determinou o inÃcio da execução da pena de 27 anos e três meses de prisão a que Bolsonaro foi condenado por liderar uma organização criminosa que agiu para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas urnas nas eleições de 2022.
Fonte: G1

