Mudanças no trânsito precisam de lógica e não apenas de desejo

Toda mudança proposta para o trânsito de uma cidade é polêmica. Sempre vai atingir um ou outro, com mais ou menos impacto. Aí reside a razão de que ações assim precisam estar muito bem fundamentadas e serem tratadas com absoluta transparência e diálogo com todos os envolvidos, visando reduzir ao máximo os possíveis danos.
Nesta semana, a confirmação por parte da administração municipal de que a Rua 15 de Novembro também ganhará mão única no trecho entre a Bento Gonçalves e a Avenida Rio Grande do Sul atiçou o debate.
A justificativa do prefeito Nívio Braz é a da “modernização” da cidade. Entretanto, não fica claro qual modernidade trará a mudança de sentido em uma rua apenas. Ao mexer no trânsito não se deve observar somente a via em questão, mas o que afetará nas demais do entorno. De nada adianta destravar um gargalo e criar outros dois ou três nas imediações.
Se existe estudo que aponta de forma clara e objetiva os benefícios que a mudança possibilitará que sejam divulgados, para que a comunidade possa avaliar. Hoje, o que se tem é a reação contrária de empresários. Lembrando que um grande investimento- superior a R$ 20 milhões, está sendo feito na nova unidade do Stok Center naquele trecho. E a elaboração do projeto de expansão levou em conta a mão dupla naquele trecho.
Tem que ter diálogo, ouvir moradores e comerciantes. É o mínimo que se espera.
Eleição disputada no Gaúcho
A recente eleição interna do Clube Gaúcho contou com ampla mobilização do quadro associativo, o que é muito importante. Mostra o interesse dos associados por tudo que envolve o Clube, garantindo a atenção necessária para a continuidade dos projetos e o sucesso da gestão liderada pelo presidente Augusto Motta.
Nos resultados, destacam-se os sete eleitos para o Conselho Deliberativo, sendo o atual presidente, Jair Somavilla, o mais votado, com 270 indicações. Também foram eleitos, Vinicius Zart (228 votos); Helenice Reis (224); Alcebíades Flores Machado Junior (218); Guto Ravásio (202) e Luciano Queiroz (201). A disputa envolveu 21 candidatos.
Para o Conselho Fiscal, o mais votado foi o amigo Nelson Bones, tendo obtido 253 votos. Três estavam na disputa da vaga no Conselho Fiscal e Nelson fez mais de 80 votos do que o segundo colocado.
O resultado mostra a confiança e a credibilidade que angariam os eleitos junto aos associados.
Perguntar não ofende
No caso de um grupo de correligionários do MDB de Santo Ângelo, o vice-governador Gabriel Souza poderia usar a velha frase: “A facada nas costas não dói, mas quando você se vira e descobre quem deu…aí sim”. Mas, nesse caso os autores são bem conhecidos e reincidentes. De novo?
Só para lembrar
É bom ficar esperto. Tem coordenador de campanha de pré-candidato a presidente da República defendendo uma nova reforma da Previdência, para dificultar ainda mais a aposentadoria. E o presidente do PL, o Waldemar da Costa Neto, já disse que a orientação é para não deixar que se vote o fim da escala 6×1.
Para refletir
“Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo”.

