MP denuncia três policiais penais e 14 suspeitos por esquema de drogas e celulares em presídios; São Luiz Gonzaga e Ijuí estão entre os alvos

O Ministério Público (MP) denunciou, na quinta-feira (15), 17 pessoas suspeitas de integrar um esquema de introdução de objetos ilícitos no sistema prisional do Rio Grande do Sul. O grupo foi alvo da Operação Madrinha, deflagrada em dezembro de 2025, com ações em presídios e residências de São Luiz Gonzaga, na região das Missões, além de Ijuí, no Noroeste, e Santiago, na Região Central do Estado. Entre os denunciados estão três policiais penais.
Segundo o MP, os investigados atuavam para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos, bem como permitir a circulação de pessoas sem autorização dentro de unidades prisionais gaúchas. A denúncia aponta que os crimes ocorreram com a participação direta de integrantes da organização criminosa e o apoio de servidores públicos, conforme relatam os promotores Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes.
Os policiais penais, de acordo com a acusação, concediam vantagens ao grupo por meio da inserção de informações falsas nos sistemas de monitoramento penitenciário. Diante dos fatos, o MP solicitou à Justiça o afastamento imediato das funções e a perda do cargo público dos três servidores suspeitos.
Os 17 denunciados respondem por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, favorecimento real qualificado, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os nomes não foram divulgados.
Durante a Operação Madrinha, foram presos dois policiais penais, uma ex-apenada e um detento, além de duas prisões em flagrante. A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

