Justiça nega prisão de professor de Direito denunciado por estupro, cárcere privado e violência psicológica em Porto Alegre

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de prisão preventiva do advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, de 41 anos. A decisão é da juíza Traudi Beatriz Grabin, do 2º Juízo do 1º Juizado da Violência Doméstica de Porto Alegre.
A solicitação havia sido apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS) após o oferecimento de denúncia, na última terça-feira (24). O órgão informou que recorreu da decisão.
O Ministério Público não confirmou os fundamentos do pedido de prisão. Segundo profissionais do Direito ouvidos pela coluna, em situações semelhantes a solicitação costuma estar relacionada ao possível descumprimento de medidas cautelares.
Conrado Paulino da Rosa foi preso em 26 de setembro e permaneceu detido até 22 de outubro, quando obteve liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de monitoramento eletrônico e a proibição de se aproximar de instituições de ensino.
No dia 28 de janeiro, o advogado participou de uma cerimônia de compromisso de novos advogados na Escola da Ordem dos Advogados do Brasil, em Porto Alegre. O evento era aberto ao público.

