
O fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,90% em 2025 indica que o reajuste das aposentadorias e pensões do INSS pagas acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país. No ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência geral para a inflação, encerrou o ano com alta de 4,26%.
Como o INPC é o índice que serve de base para a correção dos benefícios pagos acima do piso nacional, a diferença entre os dois indicadores sinaliza perda de poder de compra para esse grupo de segurados ao longo do período. Assim, o teto da Previdência Social deverá subir de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026.
A aplicação desse reajuste, no entanto, ainda depende da publicação de portaria do governo federal no Diário Oficial da União (DOU), que oficializa os novos valores a serem pagos.
Para os segurados que recebem um salário mínimo de benefício, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir da quinta-feira passada (1º).
Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, o governo estabeleceu regras de transição. Esse regime prevê mudanças graduais nas condições de aposentadoria, com ajustes anuais que vão até 2031.
Em 2026, as regras para esse grupo passam por novas alterações. Veja o que muda:
Idade mínima: sobe seis meses em relação ao ano anterior. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima será de 64 anos e seis meses.
Tempo de contribuição: permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Regra dos pontos: que soma idade e tempo de contribuição, também é ajustada. A pontuação mínima exigida será de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.
O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006 não havia um índice oficial. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente.
O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Fonte: G1

