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SANTO ÂNGELO
02 de janeiro de 2026
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Idoso morre após cirurgias em hospital de MG e família aponta pinça esquecida no corpo

  • janeiro 2, 2026
  • 3 min read
Idoso morre após cirurgias em hospital de MG e família aponta pinça esquecida no corpo

A família de Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, denuncia o Hospital Municipal de João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, por suposto erro médico após a morte do idoso na véspera do Natal. Segundo os parentes, uma pinça cirúrgica teria sido esquecida dentro do corpo do paciente após a primeira cirurgia, informação que só teria sido confirmada depois do óbito.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro reconheceu a retirada de um corpo estranho durante um procedimento cirúrgico, mas afirmou que Manoel apresentava quadro grave e múltiplas comorbidades. A pasta informou ainda que reforçou os protocolos de segurança e instaurou uma sindicância para apurar o caso.

Manoel morreu em 24 de dezembro, um dia antes de completar 69 anos, após passar por duas cirurgias. De acordo com o boletim de ocorrência, ele passou mal em casa no dia 4 e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento do município. Após exames, foi indicada cirurgia de urgência, realizada no dia seguinte. A equipe médica informou à família que o procedimento ocorreu sem intercorrências e apontou a presença de uma úlcera gástrica.

O paciente ficou dois dias na UTI e, depois, foi levado para o quarto. Durante a internação, apresentou dores e sonolência excessiva, o que levantou preocupações da cuidadora. No dia 11, diante da suspeita de um AVC, foi submetido a uma tomografia e, pouco depois, levado às pressas para uma nova cirurgia, sem explicações prévias à família.

Após o segundo procedimento, os médicos informaram a retirada de um dreno e de pus da cavidade interna. Manoel retornou à UTI, mas não resistiu e morreu após 13 dias de internação.

Segundo o advogado da família, Iuri Evangelista Furtado, a suspeita de erro médico ganhou força após a divulgação de uma tomografia por uma rádio local, que indicaria a presença do instrumento cirúrgico no corpo do paciente. A defesa informou que solicitará prontuários, laudos e registros administrativos do hospital para acompanhar as investigações.

“A família busca verdade, justiça e respeito à memória do senhor Manoel, além da prevenção de casos semelhantes”, afirmou o advogado. A Polícia Civil informou que, por estar em regime de plantão, não divulgaria detalhes sobre a apuração.

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Carolina Gomes

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