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SANTO ÂNGELO
05 de março de 2026
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Saúde

Hospital de Porto Alegre fará parte de projeto-piloto de tratamento com canetas emagrecedoras no SUS

  • março 5, 2026
  • 2 min read
Hospital de Porto Alegre fará parte de projeto-piloto de tratamento com canetas emagrecedoras no SUS

A farmacêutica Novo Nordisk anunciou um projeto-piloto para tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo presente em remédios como Wegovy e Ozempic.

O anúncio foi feito na quarta-feira (4). Apenas pacientes que já realizam acompanhamento médico nos hospitais selecionados poderão participar do programa. Os resultados serão monitorados pelo Ministério da Saúde do Brasil, sem custos adicionais ao governo federal.

Entre as instituições participantes está o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Também integram o projeto o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione, no Rio de Janeiro, e um terceiro hospital que ainda será definido.

Cada instituição será responsável por elaborar protocolos próprios para selecionar os pacientes aptos a receber o tratamento. A previsão é que o estudo tenha duração de dois anos, embora ainda não haja data definida para o início.

Segundo a farmacêutica, o objetivo é produzir dados que ampliem a compreensão sobre o tratamento da obesidade na rede pública de saúde e gerar evidências que possam orientar mudanças em protocolos médicos e políticas de atendimento.

O programa, chamado Acesso Equitativo, foi desenvolvido em parceria com o governo da Dinamarca e integra um projeto global da empresa, que também será implementado em redes públicas de saúde da Dinamarca e de ilhas do Pacífico. A iniciativa pretende ampliar o acesso ao tratamento principalmente para populações em situação de vulnerabilidade.

De acordo com dados do relatório Vigitel 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 60% dos brasileiros apresentam excesso de peso, enquanto 24% são considerados obesos.

Detalhes do programa

  • Capacitação e suporte: treinamento para gestores e profissionais de saúde, além de suporte técnico para implementação de protocolos e gestão do cuidado.
  • Monitoramento independente: parceiros acadêmicos e técnicos vão analisar dados clínicos para garantir transparência e rigor científico.
  • Modelo de sustentabilidade: avaliação dos impactos econômicos e fiscais do cuidado integral às pessoas com obesidade atendidas pelo SUS.
  • Redução de comorbidades: acompanhamento da diminuição do risco de doenças cardiovasculares e da melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
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Carolina Gomes

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