Assine o Jornal das Missões! Clique aqui!
SANTO ÂNGELO
14 de fevereiro de 2026
Rádio AO VIVO
Estado Segurança

Golpes virtuais crescem no RS e polícia alerta para prevenção

  • fevereiro 13, 2026
  • 2 min read
Golpes virtuais crescem no RS e polícia alerta para prevenção

Boletos falsos enviados por e-mail, promessas de lucros rápidos com investimentos e ameaças para evitar a divulgação de imagens íntimas estão entre as estratégias usadas por criminosos na internet. Apesar das diferentes abordagens, todas têm a mesma origem: fraudes praticadas no ambiente digital.

No Rio Grande do Sul, os registros de golpes virtuais aumentaram 7,9% em 2025, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública. Foram 17.555 ocorrências ao longo do ano — média de 48 por dia — contra 16.274 em 2024, um acréscimo de 1.281 casos.

De acordo com o delegado Filipe Bringhenti, diretor da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, os crimes apresentam características semelhantes.
Segundo ele, os golpistas costumam agir de duas formas principais: utilizando dados pessoais vazados para abordar vítimas diretamente ou oferecendo produtos, serviços e oportunidades inexistentes. Em ambos os casos, a orientação é interromper o contato e procurar canais oficiais das empresas envolvidas.

Principais golpes identificados

Entre as fraudes mais recorrentes investigadas no Estado estão:

  • Falso familiar: criminosos se passam por parentes que pedem dinheiro via Pix após suposta troca de número.
  • Falsa central bancária ou gerente: vítimas são induzidas a fornecer senhas, códigos ou realizar transferências.
  • Falso advogado: cobrança antecipada para liberar valores judiciais inexistentes.
  • Leilões e promoções falsas: sites simulam ofertas de veículos, imóveis ou prêmios que não existem.
  • Investimentos fraudulentos: plataformas prometem lucros irreais sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários.
  • Boletos adulterados: cobranças falsas desviam pagamentos para contas de estelionatários.
  • Extorsão com imagens íntimas: ameaças exigem dinheiro para não divulgar conteúdos pessoais.
  • Links falsos (phishing): páginas imitam bancos ou lojas para capturar dados e senhas.

A polícia reforça que a principal forma de proteção é a verificação das informações em canais oficiais, além de evitar transferências financeiras sob pressão ou promessas de ganho fácil. Casos suspeitos devem ser denunciados às autoridades para investigação.

About Author

Carolina Gomes

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *