Desapropriações para obra da Ponte Internacional devem alcançar R$ 30 milhões

Representantes do Consórcio Ponte Binacional, liderado pela Rivoli Engenharia, estarão em Porto Xavier no dia 10 de janeiro. O consórcio é responsável pela obra da Ponte Internacional que ligará Porto Xavier a San Javier, na Argentina. Obra aguardada há mais de 50 anos pelos missioneiros.
Na última sexta-feira foi assinada a ordem de serviço para dar início à obra. O prefeito de Porto Xavier, Gilberto Menin, informou no Rádio Visão desta segunda-feira, que a ideia é alinhar questões que envolvem o licenciamento ambiental e as desapropriações necessárias.
Menin acredita que as indenizações das áreas devem girar em torno de R$ 30 milhões, envolvendo em torno de 25 propriedades que ficam entre o local da futura ponte e a área urbana, incluindo ainda o espaço onde será construído o terminal aduaneiro. A maioria das áreas são de terra nua, mas alguns contam com propriedades construídas.Todos tem características de lotes urbanos.
Segundo o prefeito, os proprietários dessas áreas já estão encaminhando essa negociação desde a contratação da Coesa, há três anos. Depois, a empresa teve falência decretada e foi aberta nova licitação. Esses proprietários deixaram de fazer investimentos em suas propriedades desde então, esperando pelas desapropriações a serem feitas pelo DNIT.
Nos próximos seis ou sete meses, os trabalhos se voltarão para o licenciamento ambiental e para elaboração do projeto do complexo aduaneiro. Depois disso, poderá ser iniciada a obra física, com o canteiro de obras devendo ser instalado em Porto Xavier no mês de agosto.
O chefe do Executivo também destacou que existe o pensamento de que boa parte dos trabalhadores serem contratados na região, sendo esse o interesse da empresa, por conta da redução de custos de moradia e alimentação. Entretanto, observou que hoje existem dificuldades para encontrar mão de obra disponível no município e região.
A respeito dos recursos, Menin afirmou que é preciso que as lideranças regionais sigam mobilizadas para garantir que não tenham interrupções na questão do orçamento e que permita que a construtora conclua obra até antes do prazo de 1.440 dias apontado pela licitação. Diante disso, uma mobilização deve ser feita junto aos membros da bancada federal gaúcha para que esses recurso que soma R$ 214 milhões no total estejam garantidos no orçamento anual da União.
Redação Grupo Missões

