Corregedoria vai apurar se houve erro da Justiça ao negar medida protetiva para vítima de feminicídio em Novo Barreiro

A Corregedoria Geral da Justiça do Rio Grande do Sul vai apurar se houve falha do Judiciário ao negar um pedido de medida protetiva à Marlei de Fátima Froelick, vítima de feminicídio em Novo Barreiro, no norte do Estado. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) à RBS TV nesta sexta-feira (30).
A mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro, Waldir Abling, na manhã de quinta-feira (30), em uma propriedade rural na Linha Jogareta, interior do município. Marlei havia buscado a polícia em 12 de janeiro, quando relatou sofrer ameaças do ex-marido, mas o juiz de primeiro grau negou o pedido de medida protetiva.
O Ministério Público (MP) ingressou com recurso, e uma nova decisão judicial autorizou a medida — concedida na terça-feira (27). Porém, conforme apurado pela colunista Andressa Xavier, de GZH, o mandado de intimação foi direcionado ao endereço errado, e o homem não foi notificado.
Após o ataque, conforme a Polícia Civil, o agressor tentou se suicidar com disparos e golpes de faca. Ele está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Caridade de Palmeira das Missões.
Conforme a investigação, Marlei e Waldir eram casados e moravam juntos na propriedade rural em Novo Barreiro, mas, após o término do relacionamento, o homem se recusou a desocupar o imóvel, de propriedade dela, e passou a ameaçá-la. À polícia, Marlei disse que Waldir tinha uma arma de fogo, o que a preocupava diante das ameaças sofridas.
Apesar da justificativa, o juiz de primeiro grau negou o pedido de medida protetiva. Na decisão, o magistrado escreveu que se tratava de “mero descontentamento” por parte da mulher e que havia uma disputa patrimonial que não era da competência do Juizado de Violência Doméstica.
Fonte: GZH Passo Fundo

