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SANTO ÂNGELO
20 de fevereiro de 2026
Rádio AO VIVO
Opinião

Convidados e os sem convite

  • fevereiro 13, 2026
  • 2 min read

Correm vertentes! Vertentes dos tempos, de água, vertentes sociais, múltiplas vertentes e vieses de todo matiz estampam-se na geografia social e física, com todas as subdivisões necessárias à facilitação dos estudos específicos, fracionados assim, pelos técnicos, para melhor entendimento e compreensão das facetas de cada fração, porque os profissionais zelosos e ávidos pelo aprofundamento dos saberes e conhecimentos, com metodologias aprofundadas para as demandas postas e ao alcance das premências, em cada espécime, dourando o saber!
Com as aparências próprias da aridez, quando não, da rigidez da invernia, seccionadas pelos tombos das estações, aos olhos da hibernia, desfilam com a roupagem da pele nua, nas clareiras do tempo, plantadas ao despropósito, para, ao som de flautas, entoar canções originárias e, em danças ritmadas eivadas de amor nativo, aos elementos da natureza, com tom de brilhantes conotações, em gigantesca simplicidade, para quem vive/vivia, na geografia originária, recepcionar estranhas criaturas, com paramentos desconhecidos, adentrando-lhes a geografia social, com ares supremacia!
Aviltada a geografia social em todos os sentidos e, mutiladas as “preces campesinas” dos locais, ruíram-lhes, também, todos os dogmas, crenças, formas e modos de cultivo, os deuses e as orações, a associação concubinária e administrativa, os oráculos, inclusive, àqueles, com as faces milenares, desplantando as verdades pré-existentes, consequentemente, aramando a liberdade e o direito de viver nos confins da selva, sob a proteção dos senhores desta, aplacando-lhes crueza de rara escrita, ficando os “bárbaros” com sua a inocente barbárie, ainda, alijados de sua – uti possidetis!!
A festa está posta e o cenário reluz feito ouro, sob luzes fascinantes, o quadricentenário brilhará, ouvir-se-ão louvações, letrados letrando, renomados melodistas arpejando, lanchas requintadas “flutuando nas vertentes,” badalares de sinos pomposos, paramentos europeus aos altares, no entremeio, maldormidos originários, com suas flautas solitárias, sonadas pelos ventos e, na ilusão de ouvir os seus cantos, ficam a escutar o silêncio, eis os guardiões postados ao longo de trilhas íngremes, em taciturnos semblantes, ponteiam a solidão, são guardiões das suas tábulas registrais inexistentes, contracenando, com a robustez dos registros paroquiais…, sob jazigo, alguém aguarda convite!!!

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Renato Schorr

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