Canto Missioneiro no lugar certo e na data certa

A 17ª edição do Canto Missioneiro foi um sucesso. O festival voltou para o lugar certo e na data certa. Quando foi criado assim foi definido. Pelo menos a final em frente a Catedral, logicamente que contando com a colaboração do clima, e em março, na semana de aniversário do município.
No meu entendimento, tivemos um avanço com a estrutura montada na praça. O “lonão” abrigou com muita tranquilidade e de forma confortável o público que compareceu em grande número nas três noites.
Outro acerto foi unir promoções ao Canto, como o Degusta Missões, que torna-se mais um atrativo e complementa o festival na oferta de lanches e bebidas.
Já foi anunciado que a ideia é reprisar a iniciativa nos mesmos moldes no próximo ano, mas, sempre lembrando que neste ano o evento contou com o apoio decisivo da Secretaria Estadual de Cultura, tendo à frente o deputado Eduardo Loureiro, que lançou o festival em sua gestão como prefeito. A busca da repetição dessa parceria será essencial.
Ajustes a serem feitos
Mesmo com o sucesso, alguns ajustes precisam ser feitos. A noite de abertura, na quinta-feira, não pode se estender tanto. Inconcebível que o show de encerramento comece depois da meia-noite como ocorreu neste ano.
Tem que ser rigoroso em iniciar na hora. Existe uma lei municipal, proposta pelo então vereador André Krysczun, se não estou enganada, que prevê shows locais de abertura nas noites do Canto. Entretanto, como estarão se apresentando concorrentes da fase local, esse espaço já está ocupado. Pode, então, ser encurtada a programa.
E, logicamente, se possível, menos discursos. Neste ano, foram sete.
Aliás, o encerramento também pode ser reavaliado. Logicamente que é importante a lembrança para algumas autoridades que efetivamente tenham contribuído com o festival. Porém, não pode ter mais troféu de reconhecimento do que para músicos.
Vencedores
Quanto aos resultados, um festival sempre tem vencedores que agradam alguns e nem tanto a outros, por conta dos gostos pessoais, de vínculos que se foram, de afeto ou algo do tipo.
A base de tudo é a característica do corpo de jurados. Por isso, é preciso que os julgadores tenham perfis variados, com inclinações para estilos distintos.
Na maioria das vezes, não seria injustiça que uma ou outra composição fosse premiada. Portanto, não é injusto o resultado final apresentado.
Terceira geração da família Maicá
O talento musical é evidente na família Maicá. Prova disso foi o excelente show que apresentaram na segunda noite do Canto Missioneiro. Embasado nas canções de Cenair, o expoente máximo dessa vertente e um dos quatro troncos missioneiros, o show foi ovacionado pela plateia.
Ao lado de Tato, irmão e de seus filhos, a terceira geração da família fez bonito. Júlia cantou ao lado do pai Araken e seu irmão, Joãozinho, de apenas 14 anos, mostrou todo seu talento na gaita ao lado do mestre Darlan Ortaça, como mostra o registro de Fernando Gomes.
Além do avô Tato, do tio Armando e do pai, deixaram a mãe Juliana orgulhosa. Mereceram os aplausos intensos do público.
E-book do livro sobre Cenair
O amigo Valter Portalete lançou a versão digital do seu livro “Terra & Cidadania na obra de Cenair Maicá”. Trata-se de um resgate histórico sobre esse símbolo da música missioneira e gaúcha.
Portalete destaca que Cenair Maicá é o índio guarani representado por meio da música, retratando com seu dom e garra, o seu povo. O livro traz uma interpretação da visão social artista.
Basta acessar a plataforma pay.kiwify.com.br e adquirir o exemplar.
Perguntar não ofende
Eduardo Leite com liberação total para campanha, sem concorrer ao Senado, ou se tivesse a oportunidade de assumir o comando do Estado, o que é melhor para Gabriel Souza?
Só para lembrar
Como escrevi na semana passada, a escolha do PSD seria por Ronaldo Caiado. A ideia não é apresentar terceira via, embora, procure vender essa imagem. A ideia é ter uma candidatura “apêndice” de Flávio Bolsonaro. Caiado será tipo o padre Kelmon deste ano. Nunca existiu vontade do “dono” do PSD, Gilberto Kassab, em buscar a terceira via.
Para refletir
“O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva.”
Mia Couto

